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17 de Maio de 2017, 17h:35 - A | A

PODERES / CPI DA ARAPONGAGEM

Janaina diz que deputados aliados de Taques também foram 'grampeados'

Os parlamentares afirmam que o esquema de escutas ilegais já é investigado pelo Ministério Público do Estado (MPE) e, portanto, não justificaria uma apuração pela Assembleia Legislativa.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A deputada estadual Janaina Riva (PMDB) rebateu nesta quarta-feira (17), o argumento dos colegas contra a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as escutas telefônicas clandestinas, monitoradas pela Polícia Militar de Mato Grosso. Os parlamentares afirmam que o caso já é investigado pelo Ministério Público do Estado (MPE) e pelo Tribunal de Justiça e, portanto, não justificaria uma apuração pela Assembleia Legislativa.

“Não importa se o Ministério Público ou o Tribunal de Justiça já estão investigando. A Assembleia tem o direito de ouvir essas pessoas e esclarecer os fatos de verdade, sem cunho político para isso”, disse Janaina.

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Ela acredita que muitos deputados ainda devem mudar de ideia em relação a abertura da CPI, uma vez que as investigações iniciadas pelo Tribunal de Justiça podem apontar mais interceptações ilegais, envolvendo parlamentares da base aliada ao Governo Pedro Taques (PSDB).

“Eu estou, ansiosamente, aguardando a investigação do tribunal, que garante que existem mais grampos telefônicos no Estado, e, com isso, pode ter mais deputados estaduais envolvidos. Eu quero saber se esses deputados, que podem aparecer posteriormente, se vão assinar, ou não, quando verem que foram vítimas desse golpe”, afirmou a parlamentar.

“Não importa se o Ministério Público ou o Tribunal de Justiça já estão investigando. A Assembleia tem o direito de ouvir essas pessoas e esclarecer os fatos de verdade, sem cunho político para isso”, disse Janaina.

Janaina declarou que tem certeza de que ao final, a CPI será aberta com 24 assinaturas. Na terça-feira (16), somente cinco deputados assinaram o requerimento para a comissão. 

“Na CPI do VLT eu fiz questão de assinar, mesmo não participando, para mostrar que de fato o caso merecia ser investigado. Da mesma forma eu gostaria de ter esse respaldo dos meus colegas. Ainda acredito que se o TJ acelerar esse processo, para descobrirmos se existem mais envolvidos, não tenho dúvida nenhuma de que nós teremos uma CPI com 24 assinaturas”, pontuou ela.

A parlamentar disse estar decepcionada com a atitude dos deputados, pois os mesmos argumentos utilizados por eles para barrar a CPI dos “grampos” foram os que justificaram a abertura de outras investigações pela Casa.

“É engraçado que a tese dos deputados mudou, uma vez que não valeu para a CPI do VLT, não valeu para a CPI dos Frigoríficos, nem nenhuma outra. Na verdade, o que está acontecendo é que os deputados estão tentando fazer de toda forma com que a CPI não ocorra, mas os motivos que eles dão para que ela não aconteça, são os mesmos motivos que utilizaram para fazer as outras CPIs”, apontou.

Para ela, a CPI seria uma importante fonte de informação, uma vez que os policiais militares que autorizaram as escutas contra políticos, advogados e jornalistas poderiam esclarecer os fatos.

“Com certeza valeria a pena. Esses policiais militares que participaram e assinaram essas investigações, curiosamente, estão na Casa Militar. Foram ‘promovidos’ e a gente quer entender porque isso aconteceu. Como de uma forma tão rápida esses policiais chegaram à Casa Militar? Um deles, inclusive, chegou a ser segurança do governador. Então são cargos de confiança do governador e queremos saber o motivo de terem chegado lá”, questionou Janaina. 

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