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30 de Outubro de 2017, 20h:40 - A | A

PODERES / NA CASA DE EMANUEL

Gravação apreendida pela PF foi editada pelo grupo do prefeito para desqualificar vídeo da propina

Segundo perícia da Polícia Federal, a gravação contém mudanças de significado, conteúdo e omissão de trechos da conversa entre Sílvio Corrêa e Alan Zanatta.

RepórterMT

Áudio foi apreendido na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), durante operação da PF.

Áudio foi apreendido na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), durante operação da PF.

DA REDAÇÃO



Uma perícia feita pela Polícia Federal em Mato Grosso concluiu que a transcrição do áudio em que o ex-chefe de Gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Sílvio César Araújo, é flagrado dizendo que falou apenas o que quis no acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) contém mudanças de significado, conteúdo e omissão de trechos da conversa.

No documento, que foi publicado com exclusividade pelo site HiperNotícias, na noite desta segunda-feira (30), a Polícia Federal observa que a transcrição não corresponde com a conversa gravada na casa de Sílvio pelo o ex-secretário de Minas e Energia do Estado, Alan Zanatta.

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"Alguns trechos, no entanto, da forma que foram transcritos - não correspondendo com as palavras proferidas por Sílvio - implicam razoável mudança de significado/sentido. Estes trechos foram destacados e encaminhados ao Setor Técnico Cientifico da Polícia Federal para transcrição, constam no laudo 747/2017-SETEC/SR/PF/MT", diz trecho do relatório do dia 10 de outubro, assinado pelo delegado Wilson Rodrigues de Souza Filho.

O material foi apreendido durante busca e apreensão juntamente com outros documentos, durante a Operação Malebolge, na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB).

A PF sugere que no ponto em que Silvio fala da omissão de garimpo de sua propriedade, há ausência de trechos causando, possivelmente, equívoco. Ou seja, houve “mudanças de palavras a partir da transcrição feita pela perícia, alteração da interpretação dada à frase em destaque, desconstruindo a versão” do ex-chefe de gabinete.

Na parte em que supostamente Silvio fala que "só disse o que quis”, os investigadores da Polícia Federal apontam que ex-chefe de Gabinete, na verdade, afirmou: ‘falei algumas coisas que eu [fiz]".

O áudio apreendido tem 1 hora e 24 minutos, foi gravada no dia 28 de agosto e compõe a defesa do prefeito Emanuel.

Dinheiro no paletó

Em acordo delação premiada, o ex-governador Silval Barbosa afirma que o vídeo de Emanuel Pinheiro enchendo os bolsos com dinheiro, assim como outros deputados, seria de propina, para garantir apoio à sua gestão.

Nas imagens, Emanuel recebe o dinheiro das mãos do então chefe de gabinete de Silval, Silvio Correa. A quantia era tanta que ele deixa cair um maço, depois se abaixa e pega. 

Silval afirmou aos procuradores da República que o valor fazia parte de um suposto “mensalinho” para que os deputados aprovassem projetos de interesse de sua gestão.

Compare os documentos:

Trecho apreendido na casa do prefeito:

HiperNotícias

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Relatóro da Polícia Federal:
  HiperNotícias
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Trecho apreendido na casa do prefeito:

HiperNotícias

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Relatóro da Polícia Federal:

HiperNotícias

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