FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu nesta segunda-feira (6), no Palácio Paiaguás, com os chefes dos poderes para encontrar uma forma de pagar o duodécimo de R$ 160 milhões que está em atraso desde o ano passado. Taques propôs o pagamento de todo o montante em oito vezes, mas uma contraproposta pode mudar o cenário de pagamento.
“Esse valor é referente às duas parcelas que não foram pagas no ano passado e que foram deixadas para esse ano. Nós havíamos assinado um TAC prevendo o pagamento, mas não houve pela crise. Porém, precisamos do dinheiro", disse o chefe do MPE.
Diante das duas parcelas do duodécimo que estão em atraso e que foram objeto da reunião, os chefes dos poderes querem o pagamento de uma à vista, no valor de pouco mais de R$ 70 milhões e a outra dividida em oito vezes e não o pagamento das duas em oito prestações como ofereceu o Executivo.
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Essas duas parcelas foram objeto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre Executivo e demais poderes que o governador não conseguiu cumprir. No entanto, se houver a negociação será considerada uma repactuação do mesmo TAC que não perderia a validade.
O presidente do Ministério Público Estadual (MPE), Paulo Prado explicou que os Poderes precisam do dinheiro e que estão cobrando somente o que estaria em atraso.
“Esse valor é referente às duas parcelas que não foram pagas no ano passado e que foram deixadas para esse ano. Nós havíamos assinado um TAC prevendo o pagamento, mas não houve pela crise. Porém, precisamos do dinheiro. O MPE deixou de realizar algumas obras importantes no interior. Estamos tendo que emprestar carros para nos locomover no interior, essa é a realidade”, disse logo após a reunião.
Já o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, disse que o Governo vai analisar se o que foi proposto cabe no orçamento dos próximos meses sem que afete as finanças do Estado.
“Nós vamos fazer um estudo sobre o cenário que foi proposto e ver se encaixa.Se encaixar nós poderemos começar os pagamentos ainda essa semana”, pontuou.
A análise será feita e em 48h o Governo apresentará uma resposta sobre o caso.














