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07 de Abril de 2017, 14h:50 - A | A

PODERES / NOVELA DO VLT

Governo acata recomendação e cancela demolição da Ilha da Banana

Sem entrar em detalhes, o secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos confirmou que as atividades marcadas para domingo (09) estão canceladas e sem previsão de retomada.

RepórterMT/Reprodução

A demolição da Ilha da Banana faz parte do projeto de implantação do VLT.

A demolição da Ilha da Banana faz parte do projeto de implantação do VLT.

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) acatou a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e adiou a demolição dos imóveis da região conhecida como “Ilha da Banana”, entre o Morro da Luz e a Igreja do Rosário, no Centro de Cuiabá.

Sem entrar em detalhes, o secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos confirmou que as atividades marcadas para domingo (09) estão canceladas e sem previsão de retomada.

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A assessoria de imprensa da pasta disse que emitirá uma nota sobre o assunto ainda nesta sexta-feira (07).

Os planos do governo foram frustrados no final da tarde de quinta-feira (06), quando o MPF emitiu recomendação para que a Secid suspendesse o início das atividades de demolição dos imóveis ou as paralisassem, caso já tivessem sido iniciadas.

De acordo com o procurador da República, Ricardo Pael Ardenghi, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) informou, no decorrer do processo, o Estado de Mato Grosso não teria apresentado todos os documentos indispensáveis à aprovação da demolição de todos os imóveis localizados na Ilha da Banana. Ou seja, ainda estão pendentes documentos que comprovam a propriedade de alguns imóveis ali localizados, assim como também não foram apresentadas as complementações de projetos referentes à proposta da revitalização do Largo do Rosário.

O MPF também solicitou ao corpo de peritos do órgão uma nota técnica com o objetivo de esclarecer se a área no entorno da Ilha da Banana é patrimônio cultural que merece proteção. Além disso, os peritos irão avaliar se a implantação do VLT poderá colocar em risco a integridade física dos bens tombados, devido às escavações e fundações necessárias para a execução das obras.

Para o procurador Ricardo, demolir qualquer imóvel localizado na Ilha da Banana sem que todos os documentos exigidos na portaria nº 420/2010 do IPHAN sejam apresentados, além dos que foram solicitados em parecer técnico ao Estado de Mato Grosso, e sem que os peritos esclareçam o que foi solicitado, implica em riscos.

“Ensejará uma situação irreversível, podendo acarretar danos irreparáveis ou de difícil reparação ao patrimônio cultural do município de Cuiabá”, concluiu o procurador.

A empresa cuiabana Material Forte Incorporadora LTDA foi habilitada para executar o trabalho de demolição. Pelo serviço, a empresa vencedora de procedimento licitatório, irá receber a quantia de R$ 4,02 milhões. Ao todo, o Executivo pagou R$ 6.358 milhões para os proprietários do 15 imóveis que seriam derrubados no final de semana.

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Carlos Nunes 08/04/2017

Ih! Não bastou a pegadinha do Silval, que aparecia todo dia na TV dizendo: podem deixar que, com 1 BILHÃO E 400 MILHÕES, termino o VLT antes de Copa começar...ainda tem gente que acredita em VLT. Em terra de cegos, que não querem ver...A cartomante médium, segundo o olharconceito, fazendo as previsões para 2017 em diante, disse: VLT não sai, e Temer não cai. Antes de tudo isso começar, um senhor bem humilde, embaixo de um pontinho de ônibus da periferia caindo aos pedaços, quando contaram do VLT pra ele, depois de matutar com a sua sabedoria popular, disse: VLT? NÃO SAI, É MUITO COMPLICADO! Puxa vida! Se não mantém nem pontinho de ônibus da periferia, porque nunca sobra dinheiro prá Saúde, para muitas coisas mais essenciais, vai sobrar pra manter uma estrutura cara como tem o VLT. Cadê o dinheiro sobrando? O povo jamais pagará preço de passagem do VLT que cubra os custos e os prejuízos...então quem vai pagar o rombo será o Estado e as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.

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Benedito Addor 07/04/2017

Os imóveis, segundo o Artigo segundo da Instrução Normativa do IPHAN, tem PRESERVAÇÃO ASSEGURADA, e a propaganda oficial do VLT demonstra que as casas não atrapalham a passagem do VLT. Além disso o próprio IPHAN, durante anos, deu aos moradores Declarações, dizendo que os imóveis fazem parte do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico da cidade. Só precisam ser revitalizados. Além disso tudo, essa mesma Área já foi desapropriada duas vezes: uma em 1981, outra em 1991, ambas derrubadas por causa do patrimônio histórico. Essa é portanto a terceira desapropriação da mesma Área. Deve ser a campeã da desapropriação em Cuiabá, muito cobiçada quando i pessoal cresce o olho grande, mas a mais protegida por Sao Benedito.

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2 comentários