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Eles se reuniram no Fórum dos Governadores do Brasil Central para discutir os próximos passos que serão dados pelo consórcio
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
Os governadores que fazem parte do consórcio Brasil Central reclamaram da situação financeira porque passam os Estados e defenderam, nesta sexta-feira (7), mudanças na Previdência como forma de garantir a manutenção das administrações públicas.
Eles se reuniram no Fórum dos Governadores do Brasil Central para discutir os próximos passos que serão dados pelo consórcio, que visa à integração e trabalho conjunto dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Rondônia e Maranhão.
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"Temos dinheiro para investimentos, porém nenhum Estado tem recursos para manter o custeio da máquina pública. Não podemos aumentar nem mais um centavo na folha de pagamento de nossos servidores. Ou mudamos as regras da Previdência com austeridade, ou os Estados ficarão em uma situação mais caótica e não conseguiremos manter as ações básicas”, disse o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
“Precisamos enfrentar essa questão. Temos dinheiro para investimentos, porém nenhum Estado tem recursos para manter o custeio da máquina pública. Não podemos aumentar nem mais um centavo na folha de pagamento de nossos servidores. Ou mudamos as regras da Previdência com austeridade, ou os Estados ficarão em uma situação mais caótica e não conseguiremos manter as ações básicas”, disse o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Além dele, também participaram o governador Pedro Taques (PSDB), Marcelo Miranda (TO); Confúcio Moura (RO); Rodrigo Rollemberg (DF) e os vice-governadores Carlos Brandão (MA) e Rose Modesto (MS).
“Não somos contra a reforma, mas defendo que os Estados estejam presentes na discussão. A mudança de posição da União a respeito da previdência dos servidores estaduais e municipais precisa ser melhor debatido. Muitos Estados já fizeram o ajuste fiscal e não aguentam mais ajudar a União em seu superávit primário. Precisamos que no momento da crise estejamos juntos e já levamos isso ao presidente Michel Temer (PMDB)”, defendeu Taques.
“Não somos contra a reforma, mas defendo que os Estados estejam presentes na discussão. A mudança de posição da União a respeito da previdência dos servidores estaduais e municipais precisa ser melhor debatido. Muitos Estados já fizeram o ajuste fiscal e não aguentam mais ajudar a União em seu superávit primário", defendeu Pedro Taques.
Os gestores argumentaram que a reforma da Previdência precisa ser feita com austeridade, sob pena de que em alguns anos não seja possível manter o pagamento dos salários dos servidores em dia.
“Daqui 10 ou 15 anos os funcionários públicos não receberão mais salários se não ajustarmos a previdência. Estamos todos enfrentando a real situação do país e a Previdência é o principal ponto a ser discutido nesse momento para que não deixemos de ter investimentos também”, pontuou Marcelo Miranda.
O governador de Goiás encerrou as falas decretando a falência dos Estados no futuro. “Temos que acabar com a politicagem em torno das reformas. Se os servidores não tiverem noção de que estamos virando a Grécia, daqui a pouco, eles é que ficarão sem seus salários. É um problema que precisa ser resolvido, para não ‘arrebentar’ daqui uns três anos. Os servidores precisam ter a consciência disso”, apontou Perillo, referindo-se ao país europeu cuja dívida internacional já superou R$ 1,6 bilhão de dólares e pode ter a falência decretada.
“Não existe remédio doce para doença amarga. Este evento é importante para que todos entendam que este é um problema nacional. Estamos trabalhando com fluxo de caixa e transferindo o problema para a frente. Temos que resolver agora, sob pena de não chegarmos a médio prazo”, finalizou Pedro Taques.













