RepórterMT

O governador Pedro Taques reafirmou não ter qualquer envolvimento com as escutas clandestinas da Polícia Militar.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) considera o retorno ao Governo do secretário afastado da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, preso desde o dia 23 de junho, por envolvimento nas escutas telefônicas clandestinas, operadas pela Polícia Militar.
“O coronel Lesco está afastado da chefia da Casa Militar. Tem um ato administrativo meu que o afastou, foi publicado no Diário Oficial. Espero que ele saia logo da prisão e aí vou decidir se ele volta ao Governo”, disse Taques, nesta terça-feira (18), em entrevista à Rádio Capital FM.
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O chefe do Executivo estadual ponderou a respeito do afastamento definitivo do oficial das funções na Casa Militar. Para Taques, é preciso que as investigações sejam concluídas antes de qualquer decisão.
“Tem um decreto que diz que ficha suja não pode ser secretário. Não diz investigado. Avaliei e entendi que não. Aliás, eu li algumas peças sobre a ‘grampolândia pantaneira’ como aí tem sido dito, e entendi pelo afastamento temporário”, pontuou.
“Tem um decreto que diz que ficha suja não pode ser secretário. Não diz investigado. Avaliei e entendi que não. Aliás, eu li algumas peças sobre a ‘grampolândia pantaneira’ como aí tem sido dito, e entendi pelo afastamento temporário”, pontuou.
Taques reafirmou não ter envolvimento com as escutas clandestinas e defendeu o primo, ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, citado em depoimentos de que teria pedido para que fossem feita investigação, através de interceptações, de uma organização em torno do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que estaria tramando contra a vida do governador.
“Agora, qual é a suspeita sobre o Paulo Taques? Ele vai pedir pra uma delegada fazer grampo? Quer dizer que se pedir pra uma delegada assaltar um banco, matar alguém, ela mataria? Ele cumpriu o papel constitucional dele, o papel de cidadão. Comunicou o fato e fez a denúncia na Secretaria de Segurança. A Secretaria de Segurança que toca a investigação. Agora, por que não se fala desse fato?!”, reclamou o governador.
“A impressão, que está me causando estranheza, é que parece que tudo o que nós falamos não é verdade. O que os outros falam é verdade. Isso precisa ser debatido com imparcialidade”, defendeu, referindo-se ao autor da denúncia dos “grampos”, o promotor de Justiça, Mauro Zaque.
O promotor denunciou a prática do esquema “barriga de aluguel” operado pela Polícia Militar, entre os anos de 2014 e 2015. As escutas clandestinas teriam monitorado telefones de políticos, jornalistas, advogados, agentes públicos e empresários.
Na segunda-feira (17), o Ministério Público do Estado (MPE) denunciou cinco policiais militares por envolvimento nos “grampos”.
O MPE pede que os coronéis Zaqueu Barbosa (ex-comandante-geral da PM), Evandro Lesco (secretário da Casa Militar) e Ronelson Barros (adjunto da Casa Militar), o tenente-coronel, Januário Batista e o cabo Gerson Correa Junior, respondam pelos crimes de Ação Militar Ilícita, Falsificação de Documento, Falsidade Ideológica e Prevaricação, todos previstos na Legislação Militar.
Taques concluiu afirmando que, ao final das investigações, os culpados pelos “atos ilícitos” deverão ser responsabilizados. “Faz parte do jogo democrático”.















Victor 19/07/2017
Um criminoso a mais ou a menos num governo corrupto e inepto não muda nada. A solução será dada em 2018 nas urnas.
joão 18/07/2017
Igual a história de POR A MÃO NO FOGO PELO PERMINIO NA SEDUC...Para de se desgastar a toa Pedro Taques...Esse ai junto com Siqueira junior estão envolvidos até o pescoço, e seu primo Paulo Taques jaja a justiça chega nele...
2 comentários