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O governador Pedro Taques afirmou que se soubesse de esquemas de fraudes no Detran, teria tomado as providências.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) confirmou nesta quinta-feira (22) que a Controladoria-Geral do Estado (CGE) recomendou ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para romper o contrato com a EIG Mercados, alvo da Operação Bereré.
“Queremos suspender o contrato desde 2016, mas tem uma multa de R$ 100 milhões e isto poderia prejudicar o Estado. A CGE encontrou uma solução para que possamos resolver, fez a recomendação e isso está sendo analisado pelo Detran”, disse Taques.
A CGE recomenda que o Detran realize uma auditoria a respeito do contrato com a empresa, que venceu uma licitação, em 2009, para prestar serviços de registro de financiamentos de contratos de veículos, por um período de vinte anos. Atualmente, a EIG Mercados recebe R$ 36 milhões por ano para a prestação de serviços à autarquia.
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Caberá ainda que o Detran analise, junto à Procuradoria-Geral do Estado meios jurídicos para que o contrato possa ser suspenso. A recomendação foi expedida no dia 19 de fevereiro.
“Queremos suspender o contrato desde 2016, mas tem uma multa de R$ 100 milhões e isto poderia prejudicar o Estado. A CGE encontrou uma solução para que possamos resolver, fez a recomendação e isso está sendo analisado pelo Detran”, disse Taques.
A Operação Bereré é resultado da delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia. Os policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigam supostos desvios cometidos no órgão, através de uma organização criminosa, com uso de empresas “fantasmas”.
No último dia 19, na deflagração da operação, gabinetes e residências dos deputados estaduais Mauro Savi e Eduardo Botelho, ambos do PSB, foram revistados pelo Gaeco. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas de servidores públicos da Assembleia Legislativa e Detran, empresários e do ex-deputado federal Pedro Henry.
Questionado se tinha conhecimento de que o esquema continuava existindo em sua gestão, Taques afirmou que se soubesse, teria tomado as providências.
“Cabe à oposição fazer oposição e se tiver algum dado sobre isso, que denuncie ao Ministério Público. De corrupção, a oposição conhece bem. Se eu tivesse conhecimento teria tomado as providências, aliás como tomei desde o primeiro dia. Não tentem jogar a sujeira da administração passada para nossa administração”, declarou o governador.














