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Cuiabá, 22 de Julho de 2024
22 de Julho de 2024

31 de Outubro de 2017, 10h:00 - A | A

PODERES / RECURSO DE R$ 126 MILHÕES

Emanuel recusa acordo com Taques e trava liberação de emendas parlamentares

A proposta do Governo é usar os R$ 82 milhões que seriam destinados ao novo Pronto-Socorro de Cuiabá para quitar dívidas com a Saúde e um convênio seria firmado para equipar a unidade hospitalar.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), e os senadores e deputados federais da bancada de Mato Grosso não chegaram ao entendimento a respeito da destinação dos R$ 126 milhões de emenda conjunta. A reunião foi realizada na noite desta segunda-feira (30), em Brasília.

“O Governo alega que o Pronto-Socorro não ficará pronto imediatamente e quer o dinheiro da emenda para quitar contas atrasadas. O problema é que não temos uma garantia de que o governador conseguirá fazer esse repasse a tempo”, afirmou o líder da bancada.

Inicialmente, o montante seria dividido em R$ 82 milhões para a compra de equipamentos para o novo Pronto-Socorro da Capital e o restante para custeio dos hospitais regionais do Estado.

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Taques argumentou precisar da integralidade da emenda para quitar as dívidas da Saúde com os municípios e se comprometeu em firmar convênio com a Prefeitura de Cuiabá, no valor de R$ 82 milhões, para equipar a unidade hospitalar.

Emanuel, no entanto, rejeitou a proposta, alegando que o Governo pode não conseguir cumprir o acordo, devido às dificuldades financeiras que passa o Estado.

“Essa proposta não seria boa para nenhum dos lados e foi descartada”, declarou o secretário de Estado da Casa Civil, Max Russi (PSB).

“O Governo alega que o Pronto-Socorro não ficará pronto imediatamente e quer o dinheiro da emenda para quitar contas atrasadas. O problema é que não temos uma garantia de que o governador conseguirá fazer esse repasse a tempo”, afirmou o líder da bancada, deputado federal Valtenir Pereira (PSB).

Os parlamentares ainda tentaram uma contraproposta, dividindo o valor, sendo R$ 63 milhões para o custeio da Saúde estadual, e R$ 63 milhões para a nova unidade hospitalar de Cuiabá.

“Essa proposta não seria boa para nenhum dos lados e foi descartada”, declarou o secretário de Estado da Casa Civil, Max Russi (PSB).

Para tentar resolver o impasse, os parlamentares pontuaram que os gestores deveriam entrar em entendimento entre eles. Durante a noite, o prefeito e Max Russi buscaram entrar em acordo, mas as tratativas ainda permanecem sem definição.

“Precisamos dos recursos para a Saúde de forma imediata e podemos garantir os valores para equipar o Pronto-Socorro, quanto for necessário, quando a obra estiver pronta. Conversei com Emanuel e temos uma construção bem avançada nesse sentido, mas serão os membros da bancada que definirão”, disse Russi.

A reunião continua nesta terça-feira (31), no gabinete do senador Cidinho Santos (PR), em Brasília.

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