CAMILLA ZENI
DAFFINY DELGADO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MBD), disse que ficou impressionado com o depoimento da ex-secretária de Saúde Elizeth de Araújo na "CPI dos Medicamentos Vencidos", da Câmara de Cuiabá, na segunda-feira (2). Para o prefeito, a ex-gestora fez apenas suposições e, segundo ele, há a possibilidade de que ela tenha cometido crime de prevaricação.
Na Câmara de Cuiabá, Elizeth - que comandou a Saúde entre 2017 e 2018 - revelou ter sofrido pressão para manter um esquema de fraude na Pasta e ponderou que, para ela, o prefeito Emanuel tinha ciência sobre o que estava acontecendo. Ela afirmou que levou indícios de fraude para o prefeito, mas que, ainda assim, a pressão “venceu” e ela acabou deixando a gestão.
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Nesta terça-feira (3), Emanuel demonstrou ter se frustrado com a ex-secretária, a quem ele afirmou que “deixou a gestão pela porta dos fundos”.
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“Eu confiei a ela uma missão. Ela fez o que pode, chegou no limite dela, não conseguiu fazer mais e agora, de forma ressentida, joga ilações para todo lado. Por que não tomou providências? Ela prevaricou então?”, comentou o gestor, sugerindo que Elizeth cometeu o crime.
A prevaricação é quando o funcionário público tem postura omissa diante de irregularidades e atos ilegais cometidos na administração pública.
“É a palavra minha contra a dela. Ela sempre teve nosso respeito e admiração e eu fiquei impressionado com a fala dela pela falta de propósito, de comprovação nenhuma. Ilação”, completou Emanuel.
O prefeito ainda destacou que Elizeth não apresentou provas sobre as coisas que declarou e considerou “estranha” a movimentação em torno da Saúde de Cuiabá.
“Estou começando a contrariar muitos interesses. As pessoas começam a me atacar de forma leviana, sem comprovação de nada. Jogam para o ar. E o pior é que são auxiliares que tinham tudo na mão. Podiam ter denunciado, oficializado. Podiam ter levado a Controladoria do Município, ao Tribunal de Contas, mas não fizeram nada disso”, finalizou.
Falta de denúncia
Em relação à denúncia ao Ministério Público citada pelo prefeito, a ex-secretária já havia comentado, durante o depoimento, que chegou a conversar com um promotor de Justiça. A especulação é que se trata de Célio Fúrio, que atuou no Núcleo do Patrimônio e da Probidade Administrativa. Célio, porém, faleceu de covid-19 no início do ano.
Ainda segundo a ex-secretária, ela não tinha documentação para provar as suspeitas de direcionamento na licitação que contratou a Norge Pharma para gerenciar o Centro de Distribuição de Medicamentos de Cuiabá.













