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12 de Outubro de 2017, 18h:10 - A | A

PODERES / VEJA GRÁFICOS

Em 7 anos, gasto do Governo com pessoal cresceu 74% a mais que receita

Tribunal de Contas do Estado (TCE) já emitiu alerta ao Governo do Estado por extrapolar o limite prudencial com gastos de pessoal no segundo quadrimestre de 2017.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Um balanço com dados oficiais da Secretaria de Gestão de Mato Grosso (Seges) mostra que entre os anos de 2008 e 2015 o Governo gastou 74% a mais que a receita corrente líquida do Estado somente com despesa de pessoal.

O gráfico, ao qual o teve acesso, revela que em 2008 – na gestão do ex-governador Blairo Maggi (atual PP) - a despesa com o funcionalismo público chegou a 39%, sendo que a receita atingiu apenas 27%.

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Em 2009, a despesa com pessoal caiu para menos da metade (registrou 14%). No entanto, a receita foi de apenas 5%. E seguiu nesse patamar até 2014.

Em 2015, os valores com folha de pagamento chegaram a 15%, porém, a receita atingiu só 6%. Foi exatamente neste ano, que os 141 projetos aprovados em gestões anteriores impactaram em 83% na economia do Estado.

 

Atualmente, as despesas com pessoal correspondem por 69% de todas as despesas do Executivo.

 

Os deputados, com autorização dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, aprovaram medidas como as progressões de carreiras com aumento da tabela salarial, impactando diretamente nas contas do Estado.

Os deputados, com autorização dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa (PMDB), aprovaram medidas como as progressões de carreiras com aumento da tabela salarial, impactando diretamente nas contas do Estado.

Um quadro mostra, por exemplo, que um auditor fiscal que teve aumento médio de 35%, em 2007, passou a ter em 2015 um ganho real de 218%. O mesmo ganho ocorreu com as categorias da Polícia Civil (213%), Defesa do Consumidor (194%), entre outros (veja abaixo).

O Brasil vem sofrendo com o impacto de uma crise econômica que, somado com o crescimento da folha de pagamento devido aos projetos de progressão de carreira, o Estado começa a ter dificuldade para quitar salários.

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu alerta, na tarde de quarta-feira (11), ao governador Pedro Taques (PSDB), por extrapolar o limite prudencial com gastos de pessoal no segundo quadrimestre de 2017.

Análise dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO) e dos Relatórios de Gestão Fiscal (RGF), relativos ao período, demonstram que o Estado de Mato Grosso comprometeu 58,91% da receita corrente líquida com despesa de pessoal, extrapolando o limite prudencial de 57%, como dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal. O mesmo ocorreu com o Poder Executivo, que comprometeu 47,39% da receita com pessoal, ultrapassando o limite prudencial de 46,55%.

O comunicado foi emitido pelo conselheiro interino João Batista Camargo, relator das contas do Governo do Estado.

Uma das saídas para o Governo, seria a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos para atender a exigência federal e garantir a renegociação da dívida com a União, que trará economia de R$ 1,3 bilhão, nos próximos dois anos.

Porém, a PEC segue “emperrada” na Assembleia Legislativa devido a pedidos da oposição e muitas manifestações contrárias ao projeto.

Leia mais:

Receita é insuficiente para cobrir despesas do Estado

 

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Rogério 13/10/2017

Enquanto tiver empresários comandando o Estado o vilão será sempre o servidor público! Lembrando que a renúncia fiscal para 2018 é de 3,5 bilhões!

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Marcelo Santos 13/10/2017

Por favor, analise os dados referente ao período de 1994 a 2007, foram anos que não teve nenhum tipo de ganho para os servidores e nem a reposição anual( rga ), e analise também os dados referente aos incentivos fiscal de 2003 até agora é veja pq o Estado não está honrar com suas atribuições.

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Cidadao 13/10/2017

Uma das opções a ser estudadas pode ser o aumento do tempo de inerteético de ascessao de classe,alterando de 03 para 05 anos, porém isso necessItália uma negociação com os servidores. Obviamente teríamos que revogar o artigo que trata do interstício de 03 anos isso pode ser feito juridicamente. Imagino que a equipe econômica já deveria ter uma projeção para verificar o quanto economizaria com esta alternativa.

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alexandre 13/10/2017

Agora gráficos do aumento nos duodécimos e da isenção fiscal deu 126%.

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4 comentários

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