DA REDAÇÃO
A empresa EIG Mercados Ltda., responsável pelo registro de contratos de financiamento de veículos junto ao Departamento Estadual de Trãnsito de Mato Grosso (Detran), contratou o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, para prestar serviços como advogado, um dia após as eleições de 2014, quando o governador Pedro Taques (PSDB) foi eleito governador.
Conforme documento divulgado pelo Jornal A Gazeta nesta terça-feira (6), o então advogado da empresa Daniel Augusto Mesquita, passou a representação judiciária para Paulo Jorge Zamar Taques, Augusto César Taques, Gabrielle Queiroz Marques, Cemyara Saraiva Sena e Debora Brito Cordeiro, todos pertencentes ao escritório do ex-chefe da Casa Civil Estadual.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A empresa foi alvo da Operação Bereré, desencadeada pelo Gaeco em 28 de fevereiro, acusada de desviar entre 2009 e 2014, cerca de R$ 27,7 milhões dos cofres públicos, por meio de pagamento de propina.
À Gazeta, Paulo Taques disse que está proibido de dar qualquer declaração sobre o assunto, por conta de uma decisão do Ministro Mauro Campbel do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma das cautelares da Operação Grampolândia Pantaneira. “Não posso conceder entrevistas por meio de uma decisão do STJ, mas meu escritório e eu nunca recebemos procuração nem atuamos em nome da FDL ou da EIG. Nunca fui notificado ou ouvido sobre esse assunto”, declarou.
Operação Bereré
A Operação Bereré trouxe à tona um esquema de propina que envolve a contratação da empresa para prestar serviços no Detran, após delação feita pelo ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia. Também delataram esquemas no Detran o ex-governador Silval Barbosa e o irmão dele, Toninho Barbosa.
Conforme auditoria realizada pela CGE, o Detran tem condições de realizar sozinho o serviço, sem a necessidade de que a empresa esteja envolvida.
O Ministério Público Estadual (MPE) percebeu que houve movimentação financeira nas contas bancárias dos investigados na operação entre os anos de 2009 e 2015.
Os envolvidos, segundo o MPE, utilizavam empresas para movimentação de dinheiro, emissão de cheques de pequeno valor com o objetivo de não chamar a atenção para o esquema de lavagem de dinheiro.
Denúncias apontam também que foram feitas transferências e compensação de cheques entre firmas de membros da família e da própria família, além de envolvimento de empregados como destinatários de transferências ou cheques.
RepórterMT
Documento comprova contratação de Paulo Taques.
















Rodrigo Santos 07/03/2018
Um substabelecimento qualquer um pode fazer tentando incriminar alguém. Isso não prova nada!
Marcos 06/03/2018
Esse é o governo de transformação!! Transformando a vida dos Taques em milionários
2 comentários