RepórterMT

O secretário de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos (DEM), não descartou a possibilidade de buscar novamente a eleição ao Senado. Ele foi senador entre os anos de 2007 a 2015.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), avalia o cenário político como uma incógnita para as eleições do próximo ano. As declarações do democrata dizem respeito às revelações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que estão atingindo políticos em todas as esferas e podem inviabilizar reeleições.
“Ainda vem muita coisa pela frente. É aquela velha história, vamos aguardar quem não morreu, quem não está preso, quem não vai estar de tornozeleira, e agora tem um novo termo, quem vai estar em pé até lá. Tem uns que não vão aguentar um vento, que vão cair e vai ser duro pra levantar”, disse Jayme, durante o encontro do PSDB, na noite de quinta-feira (24).
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O democrata acredita ser necessário aguardar o início, de fato, do processo eleitoral para que as discussões e tratativas em torno de composição de chapas sejam feitas para as eleições. O DEM está na base aliada ao governador Pedro Taques (PSDB) e ele afirmou que tudo será avaliado no momento certo, inclusive a “distribuição” de candidaturas em chapas majoritárias.
"É aquela velha história, vamos aguardar quem não morreu, quem não está preso, quem não vai estar de tornozeleira, e agora tem um novo termo, quem vai estar em pé até lá. Tem uns que não vão aguentar um vento, que vão cair e vai ser duro pra levantar", disse Jayme.
“O que pode afastar aliados é o momento político. Política é a arte da composição, do diálogo e do entendimento. Dessa forma é que existe a possibilidade de união dos possíveis aliados. As composições são sempre aquela história, cede de um lado, cede de outro, e com isso, naturalmente, ocorre em uma boa composição”.
O secretário ainda avaliou como legítimo o pleito do PSDB em querer manter dois nomes em candidaturas majoritárias. O primeiro seria a reeleição de Taques e um segundo, com candidato ao Senado.
Para Jayme, no entanto, tudo ainda precisa ser conversado e nada está garantido.
“Isso é normal no processo político, afinal não só o PSDB pode pleitear, como as demais siglas que, eventualmente, tiverem a possibilidade de fazer a composição de chapa com o governador. Outras pessoas tem a pretensão de lançar candidatura a senador”, alertou o democrata.
O próprio Jayme não descartou a possibilidade de buscar novamente a eleição ao Senado. Ele foi senador entre os anos de 2007 a 2015.
“Eu estou aguardando e só vou discutir a política, de fato e de direito, a partir do dia 3 de abril em diante. Aí, o meu partido é que certamente vai me dar a ‘argamassa’ para uma possível candidatura. Eu não estou ‘xonado’, como tem cara que está ‘xonado’ por uma candidatura, mas que não tem o cacife suficiente para o embate eleitoral. Eu faço política na arte da somatória, de baixo para cima, construindo tijolo por tijolo e de forma interativa com a população. Não adianta ter a cúpula e não ter o eleitor. Por isso estou muito tranquilo. Vamos aguardar os acontecimentos”, concluiu.














