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Cuiabá, 31 de Agosto de 2025
31 de Agosto de 2025

28 de Outubro de 2021, 20h:00 - A | A

PODERES / EFEITO CPI DA COVID

Delator da Ararath é alvo da PF por esquema na compra de vacina

Marcos Tolentino é suspeito de ser sócio oculto da FIB Bank, empresa que forneceu garantias para a compra da vacina indiana, intermediada pela Precisa Medicamentos

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O empresário Marcos Tolentino, delator da Operação Ararath em Mato Grosso, foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (28), em operação que apura a venda da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, dentre eles contra o empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, e Tolentino, suspeito de ser sócio oculto do FIB Bank, que forneceu garantias para o contrato da Precisa com o Ministério da Saúde.

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Tanto Maximiano quanto Tolentino foram alvos da CPI da Covid, movida no Senado. Durante as oitivas, surgiram indícios de irregularidades no contrato da vacina, comprada pelo valor mais elevado pelo governo federal. A negociação previa 20 milhões de doses a R$ 1,6 bilhão.

A Precisa Medicamentos também teria apresentado documentação fraudulenta para conseguir o contrato com o Ministério da Saúde. As informações são do jornal O Globo.

A operação da PF tinha como finalidade obter documentos relacionados à transação da empresa com o governo federal. Isso porque o Ministério da Saúde impôs sigilo sobre o contrato e outros documentos envolvendo o negócio.

A autorização para busca e apreensão foi concedida, então, pela 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Ao todo, 50 policiais foram às ruas nas cidades de Brasília, São Paulo e Campinas. A Controladoria Geral da União, que apontou os indícios de falsificação nos documentos da Precisa e resultou na rescisão do contrato, também acompanhou a operação.

Em Mato Grosso, Tolentino foi delator da Operação Ararath, que apurou crimes contra a administração pública, contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção. Em 2016 ele se tornou réu suspeito de lavagem de dinheiro no processo que apura a compra de uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A delação premiada foi feita em 2018, quando ele se comprometeu a devolver R$ 3 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso.

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