RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
A prefeita Thelma de Oliveira (PSDB), de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá), disse ter herdado uma dívida de R$ 9,6 milhões do antecessor, o ex-prefeito Lisú Koberstain (PMDB). Esse montante, segundo a tucana, inviabiliza, de momento, qualquer projeto de investimento em 2017 no Município.
“No fundo, nós não temos recursos para fazer investimentos, tampouco para custear a máquina pública", disse Thelma.
“No fundo, nós não temos recursos para fazer investimentos, tampouco para custear a máquina pública", disse ao
.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
O déficit anunciado representa quase 20% dos R$ 52 milhões previstos no orçamento municipal deste ano.
Na semana passada, o interventor Ciro Rodolpho Gonçalves, titular da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), antecipou algumas questões relacionadas às finanças da Prefeitura, antes da entrega do relatório consolidado da intervenção, prevista para acontecer nesta segunda-feira (9).
“Entregamos à prefeita 12 anexos relevantes para este início cotidiano. São dados importantes para a atual gestão se programar, desde a folha dos servidores até o pagamento de fornecedores”, disse Gonçalves.
Um dos dados é que o Município tem R$ 9,6 milhões de restos a pagar, resultado da soma de R$ 4,3 milhões de despesas executadas relativas até o ano 2015 e R$ 5,3 milhões de despesas executadas em 2016.
Mas, para honrar esses compromissos, a Prefeitura dispõe de R$ 4,7 milhões em caixa, sendo que R$ 2,3 milhões já estão comprometidos com o pagamento da folha salarial dos servidores municipais no dia 10 de janeiro.
“A dívida é o dobro do dinheiro que a Prefeitura de Chapada tem em caixa. Cabe ao atual gestor tomar medidas austeras para equalizar essa diferença”, disse o interventor.
“A dívida é o dobro do dinheiro que a Prefeitura de Chapada tem em caixa. Cabe ao atual gestor tomar medidas austeras para equalizar essa diferença”, disse o interventor.
Corte de gastos
Segundo Thelma de Oliveira, apesar de o ex-prefeito afirmar que deixou recurso suficiente em caixa para quitar as dívidas da gestão passada, o recurso é menor do que o anunciado.
“Ele diz que deixou um saldo de R$ 4,7 milhões. Só que no mesmo saldo nós temos a dívida de R$ 9 milhões e mais a folha de pagamento, que é metade do valor”, afirmou.
A prefeita disse ainda que, agora, é momento de "arrumar a casa” e, por isso decretou um corte de gastos.
“Nós cortamos todos os que não sejam absolutamente necessários. Só manteremos os serviços indispensáveis como Saúde, Educação,saneamento e Infraestrutura”, destacou.
Ela também diz que enxugou a máquina ao exonerar 380 servidores contratados.
“Além disso, não vamos assinar nenhum convênio neste momento [como medida de contenção de gastos]”, declarou.
Intervenção
Em dezembro ao ano passado, o governador Pedro Taques (PSDB) determinou, por meio de um decreto, a intervenção do Estado de Mato Grosso em Chapada dos Guimarães. Ele atendeu a um pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A finalidade era assegurar a prestação de contas do município do ano de 2015 e 2016, dentro do que prevê a legislação.















Luciano 09/01/2017
Que folha de pagamento é essa prefeita... quantos funcionários tem chapada
1 comentários