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Cuiabá, 19 de Junho de 2024
19 de Junho de 2024

14 de Dezembro de 2022, 07h:00 - A | A

PODERES / INQUÉRITO ARQUIVADO

Conselheiro se diz "feliz" com pedido da PGR, mas critica lentidão do Judiciário: "5 anos sendo massacrado"

Segundo a subprocuradora da PGR, as investigações basearam-se nos acordos de colaboração premiada e não demostraram nenhum indício de que os conselheiros fizeram parte do esquema delatado.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, afirmou em entrevista ao RepórterMT, que está muito “feliz” com o pedido feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) para arquivar o inquérito instaurado contra ele e outros quatro conselheiros no âmbito da Operação Ararath. Entretanto, ele criticou a demora para conclusão do caso.

"Mais de cinco anos de injustiça e sendo massacrado. Inadmissível ficar esse período onde não se acusa e não se inocenta", afirmou.

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O pedido encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi assinado pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, nesta segunda-feira (12).

No documento, ela explicou que as investigações baseadas nos acordos de colaboração premiada feitos pelo ex-secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e o ex-governador Silval Barbosa e não demostraram nenhum indício de que os conselheiros fizeram parte de esquema com propósito de aprovar as contas do Governo do Estado e não impor óbice ao andamento de projetos e obras do governo como, o MT Integrado e obras da Copa 2014.

Antônio Joaquim destacou que Silval delatou mais 200 pessoas físicas e jurídicas e que todas foram investigadas, mas que ele e os demais conselheiros - sendo eles - José Carlos Novelli, Waldir Teis, Walter Albano e Sérgio Ricardo De Almeida, foram os únicos penalizados antecipadamente.

"Eu lembro que o Silval Barbosa delatou mais de 200 pessoas físicas e jurídicas, e os únicos penalizados com afastamento fomos nós, fui eu. Então ele (Rodrigo Janot) não tinha que pedir afastamento, tinha que abrir um inquérito para investigar como fez com todos os outros. Abre o inquérito, investiga e aí chegaria no que chegaram agora. Foi um ato irresponsável, covarde e de bandidos", declarou.

Durante a entrevista, o conselheiro disse que sua vida foi destruída por “irresponsabilidade” do procurador da República, Rodrigo Janot, que dirigiu as investigações e, que Janot agiu a mando do então governador Pedro Taques para impedir que disputasse a eleição para Governo de Mato Grosso.

"Eu nem me concentro na figura do delator não, o delator delata o que quer. Quem tem que ter responsabilidade e compromisso com o devido processo legal são as autoridades. No caso foi uma atitude de desonestidade intelectual e jurídica do procurador Janot. Ele foi muito irresponsável, muito bandido, agiu a mando do seu colega Pedro Taques - então governador do Estado -, agiram para me impedir de ser candidato ao Governo. Foi uma coisa deprimente, uma violência contra o Estado Democrático de Direito", disse. 

"Um agiu por vaidade. Janot por vaidade de ter o poder, querer ser o grande procurador da República Brasileira, abuso de poder, bandidagem, irresponsabilidade e outras coisas a mais. O outro porque é um covarde, um político de ocasião, um homem da alma ruim, que se alimenta da perseguição e do ódio, da ira, da hipocrisia que é o senhor Pedro Taques", acrescentou.

O caso

A ação apurou supostos crimes de corrupção passiva, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os conselheiros do TCE foram acusados de participar de um esquema de propina, que girou em torno de R$ 53 milhões.

Os conselheiros chegaram a ser afastados em setembro de 2017 por conta das investigações, eles retornaram ao cargo ano passado.

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