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31 de Julho de 2018, 17h:55 - A | A

PODERES / ESCÂNDALO DOS GRAMPOS

CGE abre processo para demitir servidor acusado de fraudar protocolo

Informações encaminhadas pelo promotor Mauro Zaque ao gabinete do governador foram trocadas por solicitação de obras em Juara.

RepórterMT/Reprodução

Processo pode resultar na demissão do servidor Rosinaldo Nunes de Almeida, que trabalhava na Casa Civil.

Processo pode resultar na demissão do servidor Rosinaldo Nunes de Almeida, que trabalhava na Casa Civil.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



A Controladoria Geral do Estado (CGE) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor Rosinaldo Nunes de Almeida. Ele é acusado de fraudar o protocolo da denúncia encaminhada pelo promotor e ex-secretário de Estado de Segurança Pública Mauro Zaque de Jesus, sobre um esquema de interceptações telefônicas ilegais.

Uma sindicância da CGE concluiu que o servidor alterou os dados de protocolo da denúncia, encaminhada por Mauro Zaque em 2015. Rosinaldo pode ser demitido ao final do processo administrativo.

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O servidor estava lotado na Casa Civil, para onde o promotor encaminhou a documentação sobre as escutas ilegais em linhas telefônicas da deputada Janaína Riva (MDB), do advogado eleitoral José do Patrocínio, do jornalista e ex-candidato ao Governo do Estado José Marcos “Muvuca”, do ex-vereador Clovito Hugueney (falecido) e da publicitária Tatiane Sangalli, ex-amante do ex-secretário Paulo Taques, entre outros.

De acordo com o relatório da CGE, o cadastro inicial do protocolo foi registrado pela servidora Rosângela da Silva Oliveira às 10h26 do dia 14 de outubro de 2015. Como interessado constava a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) com a descrição “Ofício n°058/2015/GAB/SESP, encaminha ofício reservado e anexos”.

Controladoria Geral do Estado CGE

 Alterações feitas pelo servidor no sistema de protocolo, de acordo com a CGE.

“A descrição do protocolo (que corresponde ao resumo do assunto, constante na etiqueta que é impressa) é inserida às 10:27:19h, do dia 14/10/2015, só que por um usuário diferente, o usuário cujo código é o 43658, que corresponde ao Sr. Rosinaldo Nunes de Almeida”, ressalta trecho do relatório da CGE. Em seguida, às 10h28, o processo é, então, tramitado para o Protocolo do Gabinete do Governador.

“No entanto, às 14:56:44h, esse trâmite para o gabinete do governador é cancelado, pela mesma usuária [Rosângela Oliveira], como pode ser visto na descrição do logo abaixo, onde é atribuído o valor 6 ao parâmetro codigoAcao, que corresponde ao ‘Cancelamento do Trâmite’, como pode-se verificar consultando a tabela MYSPEP01.acoes”, destaca o relatório.

Depois do cancelamento, houve alteração das informações do cadastro. Quando a descrição do protocolo foi inserida, as informações teriam sido alteradas para que constasse “Poder Legislativo de Juara”. A Câmara Municipal de Juara informou à CGE de que o número de registro se tratava de uma solicitação de obras enviada em setembro de 2015, um mês antes de o promotor Mauro Zaque encaminhar a denúncia dos grampos.

“Logo em seguinda, às 15:02:43h, nova atualização no processo (feita pelo usuário 43658, Rosinaldo Nunes de Almeida) modifica sua descrição (“Ofício n° 294/2015-Solicitações de obras Juara/Sinop.MT., conforme documento em anexo”), o tipo de processo (3767, que corresponde à “Obras”), o município de origem (52, que corresponde ao município de Juara), o documento que se estaria protocolizando (“Ofício 294/2015”), bem como a sua origem (3731, que corresponde à Câmara dos Deputados)”, aponta o relatório.

O documento, assinado pelo auditor Joelcio Caires da Silva Ormond e pelo superintendente de Auditoria Especial, Emerson Hideki Hayashida, recomenda que seja apurada a responsabilidade do servidor Rosinaldo Nunes de Almeida e que seja realizada uma auditoria para avaliar as vulnerabilidades do sistema de protocolo.

“Diante do fato, no qual o ex Secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque, alega ter protocolizado documentos, os quais comprovariam a existência de um ‘escritório clandestino de espionagem’, para que o caso fosse investigado, tendo em vista que os dados do protocolo referente aos aludidos documentos foram alterados (como se demonstrou neste trabalho), recomenda-se que cópia deste relatório seja enviado para o Ministério Público para que sirva de subsídio para demais providências possíveis que achar cabíveis”, diz a conclusão da CGE.

O promotor Clovis Almeida Júnior, do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco-Cível) do Ministério Público Estadual (MPE), abriu um inquérito cível no final do ano passado para apurar as responsabilidades no caso, incluindo a possível participação do governador Pedro Taques (PSDB) na fraude ao protocolo.

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alexandre 31/07/2018

Entrega o mandante..

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joana 31/07/2018

eta casa civil. alem de ter comissionados que nao cumprem o horario de trabalho mais esta ...

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2 comentários