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25 de Julho de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / ANÁLISE DOS GRAMPOS

Caso está sendo 'supervalorizado' e não vai interferir na eleição de 2018

"A opinião pública está preocupada com outras coisas. Se ela for aprovar ou desaprovar o governador será por algo mais próximo como uma estrada que não foi feita e promessas que não foram cumpridas", diz Onofre Ribeiro

RepórterMT/Reprodução

Os analistas políticos apontam que em Mato Grosso sempre ocorreram grampos, durante as eleições.

Os analistas políticos apontam que em Mato Grosso sempre ocorreram grampos, durante as eleições.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Os cientistas políticos João Edisom e Onofre Ribeiro afirmaram em entrevista ao site que há uma "supervalorização" à repercussão negativa relacionada ao esquema de grampos ilegais, no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso. Por isso, não acreditam em prejuízo político ao governador Pedro Taques (PSDB), caso tente a reeleição, em 2018.

O analista Onofre Ribeiro aponta que, apesar de o caso cair, sobretudo, na "cabeça" do governador, há muitos outros envolvidos no chamado esquema de arapongagem.

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“Estão supervalorizando o caso dos grampos ilegais porque todo mundo tem culpa no cartório. Aproveitou-se um episódio para generalizar e limpar a barra de todo mundo. (...) Mas também está muito claro que isso é um sistema que responde somente na cabeça do governador”, destacou.

“A opinião pública está preocupada com outras coisas. Se ela for aprovar ou desaprovar o governador será por algo mais próximo como uma ponte e/ou a estrada que não foram feitas, além de promessas que não foram cumpridas. Por causa dos grampos não vejo a menor possibilidade”.

Para Onofre, enquanto oposição e o Judiciário expõe o caso de grampos no Estado, a população foca em outras questões, inclusive, são esses efeitos que irão impactar nas eleições de 2018.

“A opinião pública está preocupada com outras coisas. Se ela for aprovar ou desaprovar o governador será por algo mais próximo como uma ponte e/ou a estrada que não foram feitas, além de promessas que não foram cumpridas. Por causa dos grampos não vejo a menor possibilidade”.

Para o analista, a polêmica e as investigações em torno do suposto esquema apelidado de “grampolândia pantaneira” não colocaram fim a prática de escutas ilegais, apenas minimizam a situação dos acusados.

“Eu não estou vendo o porquê dessa celeuma, se todo mundo grampeia todo mundo. Antigamente, grampeava o cidadão que merecida ser investigado, agora as instituições estão se investigando entre si”, afirmou Onofre. 

Na mesma linha de pensamento, o analista político João Edisom disse que é preciso tirar o foco do caso em nome de melhorias em áreas essenciais, como a crise econômica, por exemplo.

“Em um momento onde o preço da gasolina está subindo, o VLT [Veículo Leve sobre Trilhos] não sai e a Saúde está com problemas, eu tenho quase uma rejeição a esse assunto. Agora, isso não significa que eu defenda grampos ilegais, mas estão colocando um peso tão grande sobre um assunto que, na verdade, é meramente uma questão moral dentro da Justiça”, completou.

Sobre a denúncia de que o esquema de escutas ilegais tenha interferido na disputa eleitoral ao Governo do Estado, em 2014, João Edisom é enfático. “Em eleições de grande monta sempre existiram grampos e é inocência achar que não vai existir mais”, concluiu.

No domingo (23), por exemplo, o assunto voltou à pauta nacional após reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, que sugere um suposto envolvimento do governador depois que auditoria do próprio Palácio Paiaguás constatou fraude no protocolo da denúncia.

Alfredo da Motta Menezes, comentarista político da Rádio Centro América, ligada à TVCA, destaca que ainda é difícil mensurar o impacto político do caso de arapongagem. 

“Tem que esclarecer isso. Estão fazendo investigações no âmbito das Polícias Militar e Civil e no Judiciário e nós queremos saber. Agora, o impacto político ainda não dá para medir, porque temos que saber como está o interior. Como está a repercussão deste caso lá em Vila Rica? Não sabemos”, ponderou Alfredo.

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rocha 26/07/2017

Onofre ...acorda para vida esse governo já eras !!!

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Manoel 25/07/2017

"O advogado Paulo Taques, ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, acaba de contratar uma consultoria e uma assessoria de imprensa para lhe respaldar em assuntos relacionados ao esquema de grampos telefônicos feitos por policiais militares" (TRECHO DE NOTÍCIA EXTRAÍDO DO MIDIANEWS). Será que a estranha opinião dos analistas políticos já é fruto da assessoria de imprensa contratada pela sobredita pessoa, cuja finalidade é reduzir os estragos que grampolândia vem causando na imagem do atual governo?

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fernado 25/07/2017

ridículo ver homens cultos falarem de um crime como se não fosse nada , crime é crime, seja um assassinato ou um roubo, tem se sempre existiu vamos deixar continuar , ate entrarem na sua casa e matar um familiar seu, quero ve se não muda de opinião. O Caso e grave e deve sim ser levado em conta na eleição, quem grampe-a ou manda grampear , pode mandar fazerr outras coisas tbem seus intelectuais bobões

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Arlindo Antonio 25/07/2017

Não é possível, esses senhores com essa conversa fiada de que o Estado tem coisas mais importante para cuidar. Claro que o Estado tem muita coisa por fazer, inclusive, investigar e meter na cadeia criminosos. Será que pagam por esse tive de comentário? Eu hein!?

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armando joão 25/07/2017

Esses dois senil estão a dizer que o crime compensa? É isso mesmo ou não entendi direito. Que coisa, hein!?

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JEFERSON MATOS 25/07/2017

De certo modo esses "intelectuais" estão certos: a população se preocupa mais com coisas que veem do que com coisas ditas do mundo da política. Mas esse é o erro! Se você não tem uma estrada asfaltada é por que o dinheiro não chegou, e se não chegou é porque foi "usado" pra outro fim. A grampolândia é uma assunto preocupante sim e a imprensa tem o dever de bater nessa tecla todos os dias. Tem que se investigar se o dinheiro que financiou as escutas não tiveram a conivência do governo (o que seria lamentável), aí a população saberia por que não tem hospital que funciona, rodovia esburacada, polícia ineficiente, etc.

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JOÃO 25/07/2017

Esses três senhores têm possibilidade de influenciar a opinião das pessoas (principalmente as simplórias) em relação a determinado assunto. Tal possibilidade de produzir efeito sobre as mentalidades, ao meu ver, não decorre do excelente conteúdo dos seus discursos escritos ou falados. Essa influência sobre as mentalidades ingênuas origina, sobretudo, dos 60 minutos de verborragia propagada diariamente por algumas radiodifusoras em que trabalham. Um deles, combina rasteiro falatório com tabuísmos do tipo bosta, merda, etc. E muitas vezes tais palavras chulas são ditas, logo após mandar um abraço para as crianças que estão sendo levadas para escola. “Quero mandar um abraço para fulaninho que está indo para o colégio.... Bem, outro assunto: esses merdas, esse bando de bostas de políticos , tem que tomar uma porrada... bando de boiotas ... Olha crianças não sejam com essa bosta de geração igual a minha” Um bom exemplo para os pequeno? Pois bem, como têm capacidade de impactar a opinião dos crédulos inocentes e ainda levando em conta que não existe discurso neutro, cabe questionar se as “análises ” desses senhores é totalmente isento de intenções político-partidárias. Para mim não é. Na suas afirmações vejo as cores de suas inclinações político-partidárias.

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7 comentários