CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
A expectativa pelo envio dos projetos de lei do teto de gastos e das reformas administrativa, tributária e previdenciária pelo Governo do Estado, está deixando os deputados estaduais impacientes.
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), disse que o governo já está atrasado em mandar as mensagens.
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“Ano que vem o governo acaba, pois só poderemos fazer qualquer coisa até o meio do ano, já que tem eleição e não se pode fazer mais nada. Temos discussões que podem levar até sete meses, são complicadas, então precisamos dar início à elas agora”, afirmou Botelho.
“Ano que vem o governo acaba, pois só poderemos fazer qualquer coisa até o meio do ano, já que tem eleição e não se pode fazer mais nada. Temos discussões que podem levar até sete meses, são complicadas, então precisamos dar início a elas agora”, afirmou Botelho.
Em resposta, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, pontuou que os projetos são complexos e não podem ser enviados à Assembleia sem negociação com todos os poderes.
“Não podemos levar projetos de lei dessa monta, dessa complexidade, dessa importância, sem debater com os próprios poderes. Como é que vamos, por exemplo, levar para Assembleia se ainda não debatemos com os deputados da base? Como vamos enviar se ainda estamos dialogando com todos? Vamos encaminhar quando as discussões e os debates forem exauridos, antes não”, declarou Taques.
Ele acredita que não haverá dificuldades na apreciação dos projetos pelos deputados, mesmo com a proximidade das eleições, uma vez que as reformas são exigências do Governo Federal.
“Quem vai convencer os poderes da necessidade dessas reformas não somos nós do Executivo, são os fatos. O momento pelo qual passamos impõe essas medidas. Então não é uma questão de convencimento do Executivo. Acho que os poderes já estão absolutamente cientes da responsabilidade que têm”, asseverou.
“Não são reformas isoladas de Mato Grosso. São reformas que a União está fazendo e os Estados também. São medidas que os deputados vão votar e acredito na aprovação. Vou emprestar a expressão do Botelho que disse: ‘Se nós não enviarmos até esse semestre, o governo acaba’. Nós temos que pensar nessas medidas não como medidas de interesse do Governo, mas no interesse do Estado de Mato Grosso. Então, a Assembleia, no seu tempo, no seu processo legislativo, irá aprovar. Porque tenho absoluta convicção de que os deputados vão pensar não só na eleição ou reeleição, mas no próprio Estado”, disse o secretário.
Taques contou que o governador Pedro Taques (PSDB) está se reunindo com cada chefe de poder e as reuniões devem ser intensificadas nos próximos dias. Para ele, os poderes devem entender o momento de crise financeira que atinge o país e os Estados.
“Quem vai convencer os poderes da necessidade dessas reformas não somos nós do Executivo, são os fatos. O momento pelo qual passamos impõe essas medidas. Então não é uma questão de convencimento do Executivo. Acho que os poderes já estão absolutamente cientes da responsabilidade que têm”, asseverou.
A principal discussão entre o Executivo e os poderes gira em torno do teto de gastos, uma vez que a proposta prevê o congelamento das despesas pelo período de dez anos. Os poderes, no entanto, estudam formas de poder descongelar os gastos antes desse prazo, caso a economia do Estado venha a melhorar nos próximos anos.















VALTER DUARTE ROMANINI 30/03/2017
POR QUE ESSE INFELIZ ESTÁ COM TANTA PRESSA ASSIM HEIN !?
1 comentários