DA REDAÇÃO
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal da Capital, manteve a suspensão do pagamento dos valores empenhados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá à empresa VP Medicamentos, devido à investigação de compra de Ivermectina superfaturada e com dispensa de licitação. Na mesma decisão, a juíza suspendeu o bloqueio de R$ 715 mil em bens do ex-secretário Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, alvo da Operação Overpriced, deflagrada pelo Gaeco na última quinta-feira (1º). A magistrada manteve o afastamento do gestor do cargo.
Antes da operação já havia sido efetuado o pagamento de R$ 117.372,00 (cento e dezessete mil e trezentos e setenta e dois reais) à empresa.
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Investigações apontam que a Ivermectina, usada para o tratamento precoce contra a covid-19, foi adquirida por R$ 11,90 cada comprimido, junto à V.P Medicamentos, sendo que o ex-secretário já havia adquirido, durante a pandemia, o mesmo medicamento pelo valor de R$ 2,59 da empresa Inovamed.
Pôssas apresentou recurso alegando que o valor de R$ 11,90 é referente à aquisição de caixa com quatro comprimidos, o que para o Ministério Público não ficou comprovado.















