Antônio Cruz/Agência Brasil

Câmara e Senado entram na última semana de trabalho com projetos prioritários travados
DO REPÓRTERMT
O Congresso Nacional entra na última semana de trabalho antes do recesso parlamentar com os plenários praticamente esvaziados e as principais pautas travadas. Em ritmo lento devido às festas juninas e aos jogos da Copa do Mundo, deputados e senadores têm até o dia 17 de julho para votar projetos pendentes. No entanto, o início da corrida eleitoral de 2026 deve deixar as duas Casas sem votações importantes até o fim do primeiro turno, em outubro.
Na Câmara dos Deputados, propostas urgentes como a que equipara a misoginia ao racismo, que sofre forte resistência da bancada religiosa, e a criação do marco legal da Inteligência Artificial (IA) foram empurradas para o segundo semestre.
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O projeto que aumenta o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 144,9 mil também ficou travado, já que a equipe econômica do governo federal tenta conter o impacto fiscal da ampliação do Simples Nacional. Para o setor do agronegócio, a renegociação das dívidas rurais de produtores afetados pelo clima deve vir por meio de medida provisória nos próximos dias.
Já no Senado Federal, o cenário é de paralisia total provocada por uma crise política. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), mandou para a gaveta matérias de grande interesse do Palácio do Planalto, como a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
A trava na tramitação é uma retaliação à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Líderes governistas tentam agendar uma conversa direta entre Lula e Alcolumbre para destravar as negociações após o recesso.












