O ano de 2020 caminha para ser um daqueles que deixam marcas na História. Pandemia e terror decorrentes de um vírus letal até então desconhecido, que impuseram tristeza, sofrimento, dor e perplexidade ao mundo todo. O mundo viu-se vulnerável.
A população receosa e amedrontada. Governos foram e são questionados sobre políticas públicas de proteção sanitária, saúde e econômicas. E, nessa hora, muitos mostraram-se ineptos e irresponsáveis, deixando de tomar medidas adequadas e sérias para conter a moléstia e para proteger o povo, notadamente os mais carentes.
No Brasil, que já vinha mal das pernas, do ponto de vista político, social e econômico, a pandemia do covid 19 foi exponencialmente agravada pelo desgoverno Bolsonaro.
O Presidente da República tornou-se o principal vetor de sabotagem a qualquer política pública de contenção do vírus, transformando o sofrimento de famílias em provocação política e amesquinhando o quadro de gravidade dos óbitos e infectados no país
O Governo federal não coordenou, não preveniu e não trabalhou para que a população tivesse suporte de saúde, sanitário e econômico nesse momento tão impactante na vida de cada um dos brasileiros. Ante a dor e o sofrimento de milhares, o governo Bolsonaro respondeu com deboche, preconceito, ignorância, indiferença e, principalmente, com implantação de políticas de destruição de qualquer programa social no país.
Mato Grosso, que tem na administração Mauro Mendes a exata expressão e reprodução do desgoverno federal, pouco fez para que as consequências da pandemia fossem minoradas. Igualmente ao congênere federal, não promoveu no Estado as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, preferindo contestar as poucas iniciativas adotadas pela sociedade.
Por fim, a Prefeitura de Cuiabá, com muito improviso e falta de qualquer ligação com os interesses das cuiabanas e cuiabanos, impôs à cidade uma taxa de contaminados e de óbitos muito superior aos índices médios nacionais para a covid-19. A população ficou sem amparo, sem informações e deixada à contaminação pelo Poder Público. Um descaso.
A pandemia, no entanto, apenas deu maior relevo à má gestão municipal. A administração do Prefeito Emanuel Pinheiro, como todas as anteriores, jamais promoveu a inclusão dos mais pobres no orçamento e nas políticas públicas municipais.
O paletó é grande para os interesses da elite local, mas pouco serve aos mais pobres, que padecem sem saúde, educação, saneamento, transporte e de uma rede social própria a esses tempos terríveis. A exclusão é a tônica da atual gestão, sem falar do flagrante descumprimento ético em relação à coisa pública. É escândalo no gabinete do prefeito, na saúde, na secretaria de educação e nas UTIS destinadas ao combate à pandemia. Uma gestão marcada pelo descalabro e esquecimento dos mais vulneráveis.
O plano de Governo desta candidatura constitui-se em um resgate profundo do sentimento cuiabano e de combate à desigualdade social na cidade, promovendo a inclusão de milhares que foram esquecidos pelos variados prefeitos que ocuparam o Paço Municipal. Chegou o momento das cuiabanas e dos cuiabanos mais humildes serem o rosto e o sangue de uma administração popular.
Chegou a hora da voz e vez dos mais pobres, para todos que aqui moram e trabalham possam também colher os frutos do desenvolvimento da capital, com renda e emprego.
E, para essa tarefa, Cuiabá, é que o Partido dos Trabalhadores está aqui, pois quem defende você é o PT.
Julier Sebastião da Silva é advogado e ex-juiz federal.













