facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

08 de Junho de 2026, 11h:08 - A | A

POLÍCIA / NA MIRA DA PF

Advogado também é alvo de operação que apura venda de sentenças em Mato Grosso

Investigadores buscam esclarecer a atuação de cada alvo no suposto esquema de comercialização de decisões judiciais

LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



O advogado Bruno Castro de Oliveira também está entre os alvos da Operação Gemini, deflagrada na manhã de hoje (8) pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entre os demais investigados estão o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o desembargador afastado Dirceu dos Santos.

A operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a suposta comercialização de decisões judiciais e a prática de lavagem de dinheiro no âmbito do Tribunal de Justiça.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Leia mais - PF apreende Rolex de R$ 208 mil, armas e canetas de luxo em operação contra desembargador afastado e deputado de MT; veja vídeo 

Há uma ligação de longa data entre Faissal Calil e Dirceu dos Santos. O parlamentar trabalhou no gabinete do magistrado entre fevereiro de 2017 e maio de 2018. Na sequência, assumiu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa.

Leia mais - Deputado Faissal e desembargador afastado são alvos da PF em investigação sobre venda de sentenças

Durante as diligências, os agentes encontraram um relógio modelo Complete Cookie Monster 41mm 18K, da marca Rolex, avaliado em R$ 208 mil em sites especializados. Além do relógio, foram apreendidas ao menos 11 canetas de luxo de marcas como Montblanc, com valores que variam entre R$ 7 mil e pouco mais de R$ 11 mil.

Entre os itens recolhidos também estão um fuzil, um revólver, uma pistola CZ Shadow 2 e diversas munições.

Até o momento, não há informações sobre a quem pertencem os bens apreendidos.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

A ação corresponde à segunda fase da  Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de corrupção no Judiciário, envolvendo venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas ligadas ao Superior Tribunal de Justiça.

Comente esta notícia