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Cuiabá, 06 de Junho de 2026
06 de Junho de 2026

06 de Junho de 2026, 14h:56 - A | A

POLÍCIA / DOIS FORAM PRESOS

Polícia estoura cativeiro e salva homem sendo torturado por bandidos

Bandidos usaram alicate e canivete e a agressão foi transmitida por videochamada

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Um homem de 30 anos foi mantido em cárcere privado dentro de um prostíbulo e torturado por integrantes de uma facção criminosa na noite dessa sexta-feira (5), em Aripuanã (a 976 km de Cuiabá). A tortura foi transmitida em uma videochamada.

Durante a ligação, o homem ouviu um dos bandidos dizer que ele “não escaparia de lá com vida”.

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A vítima foi resgatada após uma denúncia e dois faccionados foram presos.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada durante a Operação Tolerância Zero, após uma denúncia informar que havia uma pessoa amarrada dentro de um antigo prostíbulo conhecido como Boate Links, localizado em frente à Igreja Cristã do Brasil.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima amarrada e com sinais de tortura. No imóvel também estavam dois homens, apontados como autores das agressões.

Conforme o boletim de ocorrência, os dois mantinham uma videochamada com outros integrantes da facção. Durante a ligação, a vítima ouviu ameaças de morte.

Segundo relato do homem aos policiais, ele estava consumindo bebidas no estabelecimento quando foi sequestrado e passou a ser mantido em cárcere privado.

Os policiais deram voz de prisão aos dois bandidos, que resistiram à abordagem. Um deles teria avançado contra a equipe e tentado agredir os militares. Foi necessário o uso da força e o reforço de outras equipes para garantir a retirada segura da vítima e a prisão dos faccionados.

Durante as buscas, os policiais apreenderam porções de maconha, uma substância análoga à cocaína, um alicate, um canivete que teria sido utilizado nas agressões e três aparelhos celulares.

Os dois homens foram encaminhados inicialmente ao quartel da Polícia Militar para registro da ocorrência e, posteriormente, levados para atendimento médico no Hospital Municipal de Aripuanã. Segundo a PM, eles apresentavam escoriações decorrentes da resistência à prisão.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação.

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