Não se trata de caça às bruxas, e muito menos perseguição contra um poder constituído, que tem importância singular em nossas vidas.
Reporto-me ao poder Judiciário, a priori, pelo teto nenhum Juiz poderia receber mais de R$ 39,2 mil mensais, porém aí entra em campo os famosos penduricalhos, através dos mesmos, melhorar-se substancialmente o teto miserável desses senhores togados coitadinhos.
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Esses penduricalhos, em alguns estados brasileiros dependendo da situação; existem magistrados recebendo mais de R$ 500 mil por mês. Isso é legal? Sim, mas engorda os proventos de quem julga a própria legalidade das coisas. Como é possível que isso aconteça?
Se fossemos elencar todos os penduricalhos por eles recebidos, por certo, seriam necessárias pelo menos 100 laudas ou mais, tamanha benesse com que esse poder constituído é tratado, nunca se viu, tamanho corporativismo implementado no mesmo, em outros poderes constituídos.
Voltando ao nosso Estado, recentemente o Ministério Público do Estadual do Mato Grosso (MPE-MT), disse que irá gastar a bagatela de R$ 2,2 milhões com a compra de 400 smartphones, do tipo Iphone 11 e Samsung Galaxy de última geração, com câmera tripla, memória acima de 100 giga e cores especificas, e por aí vai.
Eis que chega o Natal, o espirito natalino toma conta de todos. Então é Natal! No judiciário esse sentimento natalino exacerba, chegando ao ponto de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com uma tomada de decisão pouco republicana, ao publicar na tarde da quarta-feira (09), um provimento aumentando o auxílio-alimentação dos magistrados ativos, passando de R$ 1.150,00 para R$ 2.300,00 no mês de dezembro.
Usando como justificativa inaceitável; passado o Natal, o valor voltará a ser o anterior em janeiro, normalmente ele passa por algumas alterações, porém foi a primeira vez em que chegou a esse valor (estratosférico).
Quando falamos na existência de dois Brasis, ninguém acredita, porém ele existe, essa é, uma realidade inconteste, pois de um lado, a magistratura, os políticos as grandes fortunas são minorias.
De outro lado, milhões de pessoas e grupos humanos que não têm certidão de nascimento, de batismo ou casamento, não tem endereço, não pagam contas de água, luz ou telefone, não possuem carteira de trabalho, não pagam impostos, não tem conta em banco, não sabem ler ou escrever, estão fora do mercado de trabalho oficial e por aí vai.
São essas distorções marcantes, que nos colocam na condição de sétimo país do mundo, com maior desigualdade de renda, ficando atrás de nós, apenas países africanos. Apesar de o Brasil ser um dos mais desiguais, o mesmo, tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado alto.
E o mais desigual do mundo é a África do Sul. No Brasil é facilmente explicado as gritantes desigualdades sociais, principalmente em se tratando de poderes constituídos, (estes dados compilados, são do ano de 2017).
Pare o mundo, quero descer!
Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo
























