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15 de Janeiro de 2016, 09h:06 - A | A

OPINIÃO /

A disputa

Eleição de 2016 está muitíssimo longe de ser uma repetição da de 2012. Mauro Mendes terá que mudar seu discurso

Divulgação

Lourembergue Alves  é professor universitário e analista político em Cuiabá.

Lourembergue Alves é professor universitário e analista político em Cuiabá.

LOUREMBERGUE ALVES



Uma disputa eleitoral nunca é igual às passadas. Ainda que se tenham como concorrentes velhos nomes. O cenário está sempre em mudança. Mudança que fará da briga pela prefeitura da Capital, em 2016, muitíssimo distinto do retrato de 2012.

Mesmo que duas ou três candidaturas sejam repetidas. Até porque a disputa pela chefia do executivo cuiabano sempre esteve na pauta das discussões das cúpulas partidárias.

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Alianças e nomes possíveis foram e são debatidos. Surgem daí as especulações e os boatos.

Conversas que têm como focos os interesses individuais, e são esses interesses que permitem a montagem de parte do quebra-cabeça da disputa.

Uma disputa que conta como protagonista o prefeito Mauro Mendes. Candidatíssimo a reeleição.

Em torno de sua recandidatura gravitam os demais nomes e partidos políticos. O PSDB, dividido entre os que defendem candidatura própria e os que advogam o apoio ao prefeito.

Acontece, porém, os tucanos mato-grossenses são fortemente influenciados pelo governador. Este tem interesse direto na disputa pela prefeitura da Capital, a ponto de reivindicar para si o direito de indicar o candidato a vice-prefeito na chapa Mauro Mendes, e, por outro lado, bater contra uma aliança com o PMDB.

Os peemedebistas, pelo seu turno, ensaiaram candidatura própria. Mas, logo, perceberam o óbvio: não contam com um nome a altura da briga.

O mesmo se deve dizer com relação ao PR. Faltam-lhes, na verdade, alguém com capital político necessário. Nada, portanto, tem a ver especificamente com os partidos.

Agora, de acordo com os boatos, o PR estaria se juntando ao PMDB, e, então, oferecerão apoios ao PSB, em 2016, desde que o PSDB não esteja no mesmo palanque. É uma espécie de chumbo trocado.

Equivocam-se, portanto, PMDB/PR e PSDB. Não se faz política com a exclusão de um ou de outrem. Uma disputa para a chefia do Executivo requer, sobretudo, alianças.

São estas que garantem o espaço necessário para o desenrolar da candidatura, além de dar volume a campanha, e, com isto, atrair eleitores. 
Além disso, o maior número de candidatos pode levar a disputa para o segundo turno.

Possibilidade ruim para o prefeito que, no embate direto, pode ter o seu discurso colocado em xeque-mate.

A disputa de 2016 está muitíssimo longe de ser uma repetição da de 2012. Tanto não é que o Mauro Mendes terá que mudar todo o seu discurso.

Os acontecimentos do presente o obrigam a fazer isto. O que pode ser dificultado pelo enfraquecimento de sua coligação.

Uma coligação que pode ser menor, comparada a de 2012. Isso se o PMDB, o PR ou o PSDB ficarem de fora.

O prefeito cuiabano se encontra, portanto, em uma sinuca de bico. E, tal situação, exige, sobretudo, bom senso e habilidade - qualidades que parecem longe das características dele.

Promete, bastante, a disputa pela Prefeitura da Capital. (E) leitores façam, então, suas apostas.

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