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28 de Novembro de 2014, 15h:09 - A | A

OBRAS DA COPA / MORRO DO DESPRAIADO

Moradores não recebem indenização e empresa atrasa entrega de obra

De acordo com o contrato da Secopa com a PPO Pavimentação e Obras Ltda., o prazo de entrega da obra é de 60 dias. A empresa vai abocanhar quase R$ 2 milhões (R$ 1.956.446,43) pelo serviço.

DA REDAÇÃO



A obra de contenção no morro do Despraiado era pra ter sido concluída no dia 26 de novembro, quarta-feira. Até esta sexta-feira (28), pela manhã, o serviço não havia terminado e pelo que se vê, deve ficar pronta somente no ano que vem.

De acordo com o contrato da Secopa com a PPO Pavimentação e Obras Ltda., o prazo de entrega da obra é de 60 dias. A empresa vai abocanhar quase R$ 2 milhões (R$ 1.956.446,43) pelo serviço. 


De acordo com a assessoria de imprensa da Secopa, o valor será pago gradualmente conforme a medição da obra, somente mediante a apresentação dos avanços das obras, o valor começa a ser pago. De acordo com a publicação do Diário Oficial o contrato terá 120 dias de vigência.  

Segundo a reportagem publicada pelo jornal Diário de Cuiabá, nesta sexta, cinco famílias que tiveram seus imóveis desapropriados ainda permanecem morando no morro do Despraiado, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

 

Segundo o DC, apesar de notificadas para deixarem suas casas, elas aguardam receber, em mãos, o pagamento da indenização depositado judicialmente, em setembro passado, pela Secretaria Extraordinária para a Copa (Secopa). Enquanto isso, a obra de contenção da encosta segue, mas a sua continuidade depende da demolição das cinco casas restantes. 

“A nossa revolta é grande por que a justiça não libera o dinheiro. Já entregamos todos os documentos e o juiz não assina a liberação do dinheiro que é uma mixaria. É muito pouco”, criticou a aposentada Evaldina da Silva, de 66 anos. 

De acordo com a reportagem, desde o início desta semana, as cinco famílias têm sido notificadas para deixaram os imóveis imediatamente. Elas, no entanto, dizem que só saem após o recebimento do valor pago pela desapropriação. A não liberação da verba estaria na falta da apresentação de toda a documentação de titularidade dos imóveis. 

Ao todo, 10 casas localizadas no topo da encosta, na Rua Xavantes, no bairro Santa Helena, foram condenadas pela Defesa Civil devido a um desmoronamento de terra ocorrido há um ano provocado por intensa chuva. 

 

DESMORONAMENTO

O morro do Despraiado sofreu um desmoronamento no dia 12 de novembro, após uma forte chuva em Cuiabá. Dias após o ocorrido, o governador Silval Barbosa (PMDB) anunciou que as obras no local já seriam iniciadas com a construção de um muro de gabião, que permite o escoamento da água e evita novos desmoronamentos.

PISTA INTERDITADA  
 

Há mais de oito meses uma pista da avenida Migue Sutil, no trecho próximo ao morro, permanece interditada, a medida é para isolar a área e evitar que um novo desmoronamento posso causar uma tragédia no transito.  Ainda não há previsão para a liberação total da via. 

O morro apresentou problemas com a construção o viaduto do Despraiado e, desde então, vários prazos e desculpas foram dados, a obra segue sem definição. O local emporcalha a única obra viária pronta e entregue em Cuiabá, o Viaduto do Despraiado. 

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Logrado 28/11/2014

Os fornecedores da trincheira jurumirim ainda não receberam do consórcio. A primeira parcela do acordo foi paga para não haver obstrução na inauguração da obra, agora que esta inaugurada "picas" para os restos a pagar da gente!!

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