KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), analisando dados da extinta Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa), confirmou que foi feito um pagamento irregular no valor de R$ 5,8 milhões à construtora da Arena Pantanal, Mendes Júnior, logo no início do empreendimento.
O pleno acompanhou por unanimidade o voto do relator do processo, o conselheiro Domingos Neto, que determinou a devolução do dinheiro ao governo do Estado.
O processo 4.183-1 é antigo, referente a 2011, mas estava suspenso para o devido aprofundamento das investigações em torno deste pagamento milionário.
De volta à pauta na sessão desta terça-feira (26) do TCE-MT, o pleno acompanhou por unanimidade o voto do relator do processo, o conselheiro Domingos Neto, que determinou a devolução do dinheiro ao governo do Estado.
Para que seja devolvido o valor correto, o relator pediu uma tomada de contas, a ser entregue em 120 dias, dando inclusive, nesse período, o direito de ampla defesa e contraditório à empresa.
A construtora tem um prazo de 30 dias para depositar sub judice R$ 3.124.528,17. Esta quantia seria somente para assegurar o reparo ao erário.
Se a tomada de contas apontar que a devolução deve ser maior, a empresa terá que depositar o aditivo.
TCE-MT
Conselheiro Domingos Neto mandou a empresa depositar sub judice em 30 dias R$ 3,1 milhões, como medida de segurança
O relator determinou ainda que o Gabinete de Projetos Estratégicos do Governo do Estado de Mato Grosso, ligado à Governadoria Estadual, ou quem o substitua, suspenda qualquer pagamento à Mendes Júnior relativo ao contrato da Arena Pantanal, que é o 009/2010.
A Mendes Júnior ainda não terminou a obra da Arena Pantanal, orçada inicialmente em R$ 440 milhões, mas que chegou a custar R$ 640 milhões.
A Mendes Júnior ainda não terminou a obra da Arena Pantanal, orçada inicialmente em R$ 440 milhões, mas que chegou a custar R$ 640 milhões. A Copa foi realizada em um estádio ainda inconcluso, assim como todos os jogos subsequentes.
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), ao entregar o governo do Estado, deixou pendentes a maior parte das obras da Copa, entre elas a Arena.
Já nos primeiros dias do governo atual, a Arena foi parcialmente interditada, para reparos emergenciais, caso contrário não estaria apta a receber disputas de campenonatos estadual e nacional.
Após o estadual, a obra voltaria às mãos da Mendes Júnior para conclusão.
A Secretaria de Estado de Cidades (Secid) informa que isso ainda não foi feito porque a empresa faz algumas exigências e o Estado outras, sendo assim as partes ainda não chegaram a um acordo. Mas o que a construtora precisa para finalizar o empreendimento, conforme a Secid, é fazer reparos, que resolvam problemas, como o alagamento que corre no subsolo da arena, quando chove, entre outros.
A construtora precisa para finalizar o empreendimento, conforme a Secid, é fazer reparos, que resolvam problemas, como o alagamento que corre no subsolo da arena, quando chove
RepórterMT
Equipe técnica verificou, em vistoria, que o subsolo do estádio alaga quando chove.
O RepórterMT entrou em contato, por telefone e e-mail, com a Mendes Júnior, através da Assessoria de Imprensa, para saber como a empresa recebe estas determinações do TCE, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.
























