CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Até a próxima segunda-feira (01), o promotor Marco Aurélio Castro, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deve acrescentar novos fatos à denúncia que culminou em ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que investiga o esquema de cobrança de propina de empresários interessados em participar de licitações de obras de construção e reformas de escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
“Novas fases sempre podem ocorrer. O Gaeco tenta, em todos os momentos, descobrir, elucidar a verdade. A gente pode chegar a 80% da verdade, 70%, 100%...Vai depender do cenário probatório porque a gente trabalha com base em documentos", disse o promotor.
Segundo o promotor, novos personagens surgiram após o desenrolar das investigações e das oitivas de réus e testemunhas ocorridas nesta semana. “No mais tardar, até amanhã (sexta) ou no máximo segunda, nós já estaremos aditando a denúncia com a inclusão de novos personagens e de novos fatos”, afirmou à imprensa nesta quinta-feira (28), após interrogar o empresário Giovani Guizardi, que se manteve em silêncio perante o Ministério Público Estadual (MPE).
Mesmo afirmando que foram detectados novos personagens e novos crimes, o promotor não confirmou que haverá novas prisões, mas também não descartou a possibilidade de novas operações. “Novas fases sempre podem ocorrer. O Gaeco tenta, em todos os momentos, descobrir, elucidar a verdade. A gente pode chegar a 80% da verdade, 70%, 100%...Vai depender do cenário probatório porque a gente trabalha com base em documentos, provas e tudo o que está no arcabouço jurídico previsto na Constituição e no Código do Processo Penal”, afirmou Castro.
"Nós não tínhamos os processos licitatórios porque os próprios réus, aqueles que estavam na Secretaria de Educação ocultavam essa informação do sistema público".
Questionado se acordos de delação premiada teriam sido firmados, Marco Aurélio Castro preferiu não se manifestar. “Se tiver ou não alguma delação, ela vai ser exposta no momento que receber aditamento da denúncia, que é o momento propício e legal para se elucidar, para deixar claro para a população se houve ou não delação”.
Apesar de se manter reticente em parte de suas declarações, o promotor revelou que o grupo criminoso, que supostamente vinha cometendo crimes de corrupção dentro da Seduc, ocultou informações públicas sobre as licitações alvos da investigação. "Nós não tínhamos os processos licitatórios porque os próprios réus, aqueles que estavam na Secretaria de Educação ocultavam essa informação do sistema público. Nós investigadores precisávamos dessa licitação para saber e eles não colocavam no sistema, justamente para proteger o esquema criminoso", disse.















CARLOS 29/07/2016
DEVERIA VERIFICAR AS, LICITAÇÕES DE INFORMÁTICA LA NA SEDUC, PRICIPALEMNTE UMA ADESÃO DA PREFEITURA DE DIAMANTINO, QUE A EMPRESA OFERTO UM PRODUTO E ENTREGO OUTRO TOTALMENTE DIFERENTE AO DA LICITAÇÃO.
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