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13 de Dezembro de 2016, 14h:03 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO SODOMA

Por falta de testemunha, juíza suspende os depoimentos de réus

Os reinterrogatórios encerrariam a fase de instrução do processo, antes de partir para a fase de memoriais e, em seguida, a sentença

CELLY SILVA
DA REPORTAGEM



Com sua fase de instrução praticamente finalizada, a ação penal decorrente da Operação Sodoma 2 teria uma nova audiência na tarde desta terça-feira (13), quando seriam ouvidos réus e colaborador que tiveram reinterrogatórios solicitados pelo Ministério Público Estadual (MPE).

São eles o ex-deputado estadual José Riva, o ex-secretário de Administração, Cézar Roberto Zílio, e o ex-adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro.

As oitivias ocorreriam em relação a provas produzidas por Antônio Roni de Liz, dono da gráfica De Liz, de Várzea Grande. Além deles, também estavam previstas as oitivas de testemunhas arroladas pela defesa de Antônio Roni, Robinson Aparecido Venturini, Wilson Gamboji Pinheiro Taques, Luiz Heraldo Medeiros de Carvalho e Érica Marques Siqueira Silva prestariam depoimentos em favor de Antonio Roni de Liz.

Das quatro testemunhas, apenas uma apareceu. A defesa pediu a redesignação das demais que não foram intimadas. O MPE formulou desistência das oitivas dos réus e do colaborador e a juíza encerrou a audiência. 

Além de trazer informações relevantes para a elucidação dos fatos que envolvem o suposto esquema de corrupção ao longo da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a audiência também poderia ajudar a defesa deste a ganhar tempo, enquanto um pedido de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pode anular toda a operação, aguarda julgamento na 6ª Turma daquela Corte. 

Acompanhe os momentos iniciais da audiência:

14h00: O advogado Ulisses Rabaneda, que faz a defesa de Silval Barbosa, pede questão de ordem para pedir que a ação penal relativa ao réu Antônio Roni de Liz seja desmembrada uma vez que a parte que compete a ele está atrasada em relação a todos os demais 16 réus. O pedido é baseado no temor de que réus presos, como o próprio Silval, sejam prejudicados com a espera.

A promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco emite parecer contrário alegando o custo que isso traria para o Judiciário. A juíza segue o parecer da promotora e dá sequência à audiência. 

14h10: O primeiro a ser ouvido é o empresário do ramo de construção Luiz Heraldo Medeiros, que, questionado pelo advogado Pedro Verão, da defesa de Antônio Roni de Liz, que afirma não conhecer o réu e nunca ter recebido dele cheques alvo da operação, que investiga a compra de um terreno de R$ 13 milhões na Avenida Beira Rio, por meio de dinheiro oriundo de propinas.

Luiz Heraldo afirma que recebeu um cheque de R$ 13 mil de um médico chamado "Cássio", em decorrência de serviços prestados em uma obra. Após alguns questionamentos da promotora Ana Bardusco, ele é liberado.

14h23: A juíza Selma Arruda informa que as testemunhas Érica Marques e Robinson Aparecido não foram encontradas nos locais indicados pela defesa. Ana Bardusco pede indeferimento de redesignação das oitivas por não ver necessidade. O advogado Pedro Verão insiste em nova intimação pois afirma que essas pessoas podem esclarecer que seu cliente não tem relação com os cheques apontados pelo Ministério Público.

14h28: Para não prejudicar o direito da ampla defesa, a magistrada designa para o dia 13 de janeiro as oitivas de Érica Marques e Robinson Aparecido Venturini.  

14h33: Por conta da pendência de testemunhas de defesa, os réus José Riva e José de Jesus, além do delator César Zílio, não serão mais ouvidos nesta tarde. Com isso, a promotora Ana Bardusco desistiu de suas oitivas. A juíza encerra a audiência. 

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