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Cuiabá, 12 de Junho de 2026
12 de Junho de 2026

26 de Julho de 2016, 18h:20 - A | A

JUDICIÁRIO / "PROPINODUTO DA SEDUC"

Ex-secretário adjunto frequentava 'Q.G' de esquema, mas nega envolvimento com fraudes

Convocado para prestar esclarecimentos ao Gaeco, Jean Martins negou conhecer Permínio Pinto e Giovani Guizardi, principais acusados do escândalo da Seduc.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Durante o terceiro dia de oitivas de réus e testemunhas envolvidas nas operações Rêmora e Locus Delicti, que investigam fraudes em licitações de obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o ex-secretário adjunto de Obras Públicas da pasta, o engenheiro civil Jean Martins e Silva Nunes, compareceu à sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Ele disse ao RepórterMT que foi notificado pelo Ministério Público Estadual a esclarecer porque seu nome constava no controle de entrada e saída do edifício Avant Garden Business, no bairro Santa Rosa, local apontado como o “quartel general” da organização criminosa que exigia propina de empreiteiros

Na condição de testemunha, ele disse ao que foi notificado pelo Ministério Público Estadual a esclarecer porque seu nome constava no controle de entrada e saída do edifício Avant Garden Business, no bairro Santa Rosa, local apontado como o “quartel general” da organização criminosa que exigia propina de empreiteiros ligados às obras orçadas em R$ 56 milhões, referentes às reformas e construções de escolas estaduais.

“A empresa em que eu trabalho (Strada) tem uma sala no Avant Garden e eu vou lá, a gente está reformando essa sala, sempre compareço lá e aí o meu nome consta naquela lista de acesso ao prédio. O Ministério me chamou pra eu me explicar”, disse o engenheiro ao sair de seu depoimento.

"Nunca tive contato com o Guizardi porque minha área, quando eu trabalhei no governo, sempre foi a área de obras civis, edificações e o Giovani Guizardi trabalha na área de pavimentação. Então, nunca tivemos contato”, afirmou.

Questionado se tinha alguma relação com os empresários denunciados pelo MPE como membros do cartel de obras da Seduc, Martins afirmou que conhece apenas o Luís Fernando Rondon, que é delator do caso. “Nunca estive em reunião com empresário nenhum. Conheço o Luís Fernando. Nunca tive contato com o Guizardi porque minha área, quando eu trabalhei no governo, sempre foi a área de obras civis, edificações e o Giovani Guizardi trabalha na área de pavimentação. Então, nunca tivemos contato”, afirmou.

Sobre a relação com os demais ex-servidores da Seduc envolvidos no caso e que estão presos por conta da Operação Rêmora, o ex-secretário adjunto afirma que somente teve contato profissional com Fábio Frigeri. “Sim, como engenheiro. Mas nunca tive nenhum contato com ele. Jamais recebi alguma tentativa de extorsão, nada. Nunca tive nenhum contato desse tipo, somente contato técnico”.

Das nove pessoas arroladas pelo Gaeco para prestarem depoimento entre sexta-feira (22) e esta terça-feira (26), deixaram de comparecer o empresário José Adalberto Sguarezi, sócio da Aroeira Construções, André Luiz Schuring, dono da Schuring & Schuring Ltda e vice-diretor financeiro do CREA-MT e Josemar Ambrósio de Oliveira, sendo que este último não consta como réu na ação criminal derivada das operações.

Nesta quarta-feira (27), será a vez do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB), prestar seu depoimento ao Gaeco. Ele é apontado como o chefe da organização criminosa e foi preso no último dia 20, no Centro de Custódia de Cuiabá, com a deflagração da Operação Locus Delicti. 

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Leitor atento 27/07/2016

Ele não era Adjunto na SEDUC, ele era adjunto na Secretária de Cidades - SECID... Verifiquem no IOMAT, chequem antes de publicar qualquer coisa.

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