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25 de Julho de 2016, 17h:30 - A | A

JUDICIÁRIO / FRAUDES NA SEDUC

Empreiteiro confirma que genro convocou reunião de empresários de cartel

Haddad disse, por meio do seu advogado Bruno Alegria, que participou da reunião na condição de ouvinte do genro que “não aceitaria pagar propina” para ter contratos com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

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Dono da Construtora Panamericano foi ao Gaeco acompanhado do advogado Bruno Alegria.

Dono da Construtora Panamericano foi ao Gaeco acompanhado do advogado Bruno Alegria.

CELLY SILVA
FRANCISCO BORGES



Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ocorrido na tarde desta segunda-feira (25), o empresário dono da Construtora Panamericano, Esper Haddad Neto, contou que foi seu genro, o sócio da empresa Luma Construtora Luiz Fernando da Costa Rondon, quem convocou a reunião entre empreiteiros ligados à obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que acabou sendo gravada em vídeo e áudio que deu origem às operações Rêmora e Locus Delicti. Na reunião, empresários reclamavam sobre a cobrança da propina para que as empresas deles pudessem participar das licitações da Seduc.  

Haddad disse, por meio do seu advogado Bruno Alegria, que participou da reunião na condição de ouvinte do genro que “não aceitaria pagar propina” para ter contratos com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Haddad disse, por meio do seu advogado Bruno Alegria, que participou da reunião na condição de ouvinte do genro que “não aceitaria pagar propina” para ter contratos com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O advogado contou que Esper por diversas vezes procurava o suposto líder do cartel, ex-secretário Permínio Pinto, e era recebido sempre para tratar assuntos diversos. Mas que quando começou a cobrança de propina ele e seu genro passaram a não mais ter acesso ao secretário. Por conta desta negativa de Permínio, segundo o advogado, que motivou o Luiz Fernando a entrar em contato com o Ministério Público Estadual (MPE) e delatar o esquema.           

“Nós estamos fazendo a defesa dele no sentido de que ele [Haddad] não participou das ações criminosas, nem ele e nem a empresa dele de nenhuma licitação. Ele estava sim em uma das reuniões porque foi na sede da empresa dele, que dividia imóvel com a empresa do genro dele", explicou Alegria, dizendo que onde foi gravado vídeo do Giovani Guizardi é a sede da empresa de seu cliente em sociedade com o genro.

Os depoimentos são referentes às fraudes em contratos de R$ 54 milhões, em licitações de obras da Seduc, apontados pelo MPE, contra empresários e agentes públicos. O núcleo de empresários pagava propina para que a servidores da pasta direcionassem as licitações para que houvesse somente um determinado número de empresários vencedores. Eles pagavam de 3% a 5% do valor das obras para ficar com todos os contratos de reforma e construção de escolas estaduais. Vários empresários foram presos por conta do esquema, inclusive, o então secretário Permínio Pinto. 

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Marcio 25/07/2016

Empresa de sogro e genro no mesmo endereço. Participaram das mesmas licitações? Se sim, aí tem !!!!

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Bruno alegria 25/07/2016

A título de correção, em nenhum momento fora dito por mim ou pelo Sr Esper Haddad, que seu genro teria gravado alguma reunião! Houve, acredito, uma confusão do jornalista ao existir referência à reunião gravada por outro empresário, que originou a Operação Rêmora, inicial.

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