CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, devolveu aos cofres públicos o valor de R$ 579,260,03 oriundos de propina recebida do ex-secretário de Estado Filinto Corrêa da Costa, no esquema de corrupção que desencadeou na Operação Seven, deflagrada em fevereiro pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Após ter sido preso, Afonso conseguiu o direito de responder ao processo em prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Desde então, ele tem colaborado com as investigações do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar se livrar de uma condenação.
“Não é demais frisar, novamente, que o acusado vem contribuindo efetivamente com a elucidação dos fatos, indicando a participação de terceiros e confessando sua responsabilidade nos delitos apurados, bem como, agora, está promovendo a devolução do proveito decorrente da infração penal”, alega a defesa.
O valor devolvido pelo ex-gestor público é referente aos R$ 500 mil que ele confessou ter recebido como propina de Filinto Corrêa acrescido de juros e correção monetária. De acordo com o Gaeco, no último ano do mandato do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o Estado comprou duas vezes, por meio do Intermat, a mesma área de 4 mil hectares localizada na região do Manso para funcionar como o Parque Estadual Água do Cuiabá. A área foi adquirida de Filinto Corrêa pelo valor de R$ 7 milhões.
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