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07 de Maio de 2016, 15h:07 - A | A

JUDICIÁRIO / DINHEIRO DE PROPINA

Ex-presidente do Intermat devolve mais de meio milhão aos cofres públicos

Afonso Dalberto foi preso em fevereiro, durante a Operação Seven, apontado como membro do esquema que desviou R$ 7 milhões do Estado.

Reprodução

Afonso Dalberto foi preso em fevereiro pelo Gaeco, mas agora está em risão domiciliar.

Afonso Dalberto foi preso em fevereiro pelo Gaeco, mas agora está em risão domiciliar.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, devolveu aos cofres públicos o valor de R$ 579,260,03 oriundos de propina recebida do ex-secretário de Estado Filinto Corrêa da Costa, no esquema de corrupção que desencadeou na Operação Seven, deflagrada em fevereiro pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

Após ter sido preso, Afonso conseguiu o direito de responder ao processo em prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Desde então, ele tem colaborado com as investigações do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar se livrar de uma condenação.  

“Não é demais frisar, novamente, que o acusado vem contribuindo efetivamente com a elucidação dos fatos, indicando a participação de terceiros e confessando sua responsabilidade nos delitos apurados, bem como, agora, está promovendo a devolução do proveito decorrente da infração penal”, alega a defesa.

O valor devolvido pelo ex-gestor público é referente aos R$ 500 mil que ele confessou ter recebido como propina de Filinto Corrêa acrescido de juros e correção monetária. De acordo com o Gaeco, no último ano do mandato do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o Estado comprou duas vezes, por meio do Intermat, a mesma área de 4 mil hectares localizada na região do Manso para funcionar como o Parque Estadual Água do Cuiabá. A área foi adquirida de Filinto Corrêa pelo valor de R$ 7 milhões. 

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