CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O empresário Willians Paulo Mischur, dono da Consignum Gestão de Margem Consignada Ltda, afirmou que não pagou propina para outras gestões do governo do Estado a não ser no período comandado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), entre os anos de 2011 e 2014.
Com relação ao atual governo, o empresário afirmou ainda que nunca foi procurado e nem pagou propina relativa ao contrato da Consignum para o secretário Paulo Taques ou para o governador Pedro Taques (PSDB).
A declaração foi prestada ao promotor de Justiça Roberto Aparecido Tuin, titular da 13ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, em interrogatório ocorrido no dia 13 de junho deste ano.
Em funcionamento desde 1998, a Consignum assinou seu primeiro contrato com o Executivo estadual no ano de 2008, ainda na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PP), atualmente ministro da Agricultura. Segundo Willians, o contrato transcorreu normalmente até que se iniciou a gestão de Silval Barbosa, em 2011, quando começou a ser extorquido pelos ex-secretários de Administração César Roberto Zílio e Pedro Elias Domingos, o que é investigado no âmbito da operação Sodoma.
Sobre o R$ 1 milhão em espécie, que foi apreendido em sua residência, na ocasião da operação Sodoma 2, Willians esclareceu que não se destinava ao pagamento de propina para ninguém do atual governo, mas sim para a realização da festa de aniversário de sua filha
Com relação ao atual governo, o empresário afirmou ainda que nunca foi procurado e nem pagou propina relativa ao contrato da Consignum para o secretário Paulo Taques ou para o governador Pedro Taques (PSDB).
Com a mudança do governo, Willians disse que esteve em reuniões com o secretário-chefe da Casa Civil. Na primeira oportunidade, apenas para parabenizar a atual gestão pela vitória eleitoral e, posteriormente, procurou o secretário para reclamar acerca da condução do processo de licitação para o contrato de gestão de margem consignada, pois acreditava que o processo estava sendo direcionado por empresas concorrentes.
De acordo com as declarações ao promotor, Willians foi orientado por Paulo Taques a documentar e protocolar tudo a respeito do assunto. Não houve sugestão ou pagamento de propina nessas conversas. O empresário disse ainda não se lembrar de alguma pessoa conhecida por Zé Adolfo, o José Adolpho Vieira, que é secretário-adjunto da Casa Civil.
Questionado sobre o montante superior a R$ 1 milhão em espécie, que foi apreendido em sua residência, na ocasião da operação Sodoma 2, Willians esclareceu que não se destinava ao pagamento de propina para ninguém do atual governo, mas sim para a realização da festa de aniversário de sua filha, além de outras despesas pessoais, conforme ele já declarou à Polícia Civil e em audiência na Sétima Vara Criminal.
O empresário apresentou documentos que comprovam despesas com a festa, como contratos com buffet, decoração, banda, fotógrafos, além de reformas em apartamentos e outras despesas pessoais que seriam pagas com o dinheiro apreendido. Nos autos do inquérito civil, o promotor afirma que Willians também juntou documentos que comprovam a origem lícita do dinheiro.
Confira o depoimento na íntregra:
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joaobobo 24/08/2016
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