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06 de Junho de 2017, 18h:20 - A | A

GERAL / PARALISAÇÃO GERAL

Servidores prometem ocupar Assembleia e pressionar por RGA integral

Em protesto pela proposta de parcelar a RGA, os servidores do Estado vão cruzar os braços nesta quarta-feira (7) e vão buscar apoio dos deputados estaduais na negociação com o Governo.

RepórterMT/Reprodução.

Por 24 horas os servidores públicos do Estado vão paralisar as atividades.

Por 24 horas os servidores públicos do Estado vão paralisar as atividades.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



Os servidores públicos de Mato Grosso vão paralisar as atividades nesta quarta-feira (07) para protestar contra a decisão do governador Pedro Taques (PSDB) de parcelar Revisão Geral Anual (RGA). O manifesto começa às 8h da manhã na Assembleia Legislativa e depois segue pelo Centro Político Administrativo.

A paralisação de 24 horas foi decida pelo Fórum Sindical na última segunda-feira (29).

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Portanto durante todo o dia, escolas, unidades de saúde e diversos serviços ficarão com funcionamento parcial ou suspenso.

O Governo propõe pagar a RGA de 2017 em três parcelas, a partir de janeiro de 2018, sendo as demais parcelas em abril e setembro.

Henrique Lopes, presidente do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso), disse ao que a reivindicação dos servidores é pela redução de parcelas ou pagamento integral do repasse.

“A proposta de parcelamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 6,58%, e seu pagamento em 2018, foi considerada inaceitável pelas categorias”, disse Henrique.  

Os sindicalistas prometem ocupar o prédio da Assembleia Legislativa em busca do apoio dos deputados, na negociação com o Governo para que a RGA seja quitada em 2017.

Por meio de nota, o Fórum Sindical destaca que espera não ter que fazer outra greve como ocorreu em 2016.

"Queremos muito resolver o impasse em curto espaço de tempo, sem que seja necessária a parada por prazo indeterminado a exemplo de 2016", diz trecho da nota.

Na nota, o Fórum Sindical explica que somente os serviços de Saúde do Estado, como urgência e emergência irão funcionar em sua totalidade. Os demais atendimentos serão realizados com 30% do efetivo.

Leia a nota na íntegra

Decidida por aclamação durante Assembleia Geral Unificada, realizada dia 29/05, na Praça das Bandeiras, mais uma vez os servidores da saúde irão paralisar por 24 horas suas atividades no dia 07/06 (quarta-feira) desde a 0 (zero) hora.

O Ato Público que marcará este dia de Greve será em Cuiabá:

LOCAL: Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

HORÁRIO: às 8h

NA SAÚDE PÚBLICA A GREVE FUNCIONA DESTA FORMA:

• UNIDADES ADMINISTRATIVAS E NÍVEL CENTRAL 100% FECHADAS, NOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS SÓ FUNCIONA A ENTREGA DE VACINAS, MEDICAMENTOS E REGULAÇÃO;

• HOSPITAIS REGIONAIS SÓ FUNCIONAM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA (100%), ONDE SE MANTÊM NOS DEMAIS SERVIÇOS 30% DO EFETIVO, DESMARCANDO PROCEDIMENTOS ELETIVOS.

• UNIDADES AMBULATORIAIS SE MANTÊM 30% DO EFETIVO TRABALHANDO, DESMARCANDO CONSULTAS E PROCEDIMENTOS ELETIVOS.

MOTIVAÇÃO PARA A GREVE DE 24h:

A medida foi articulada pelo Fórum Sindical que não aceitou a proposta do Governo, conforme Oficio nº 2198/2017/GAB/SEGES recebido dia 26 de maio, com previsão de parcelamentos nos pagamentos da RGA 2017 para o ano de 2018 (3x) e a RGA de 2018 (estimada) para pagar em duas parcelas, parte em 2018 e outra parte em 2019.

Conforme Oficio 023/2017 encaminhado pelo Fórum Sindical, do dia 27 de maio, ao governador Pedro Taques, secretários de Fazenda, Gustavo Oliveira e de Gestão, Júlio Modesto – foi informando ser minimamente defensável perante as categorias:

· Pagamento do percentual residual (3,92%) previsto na Lei 10.410/2016, em sua integralidade no mês de junho/2017;

· Pagamento da RGA 2016 (6,58%) dentro do exercício fiscal de 2017, já que a lei 8178/2004 não foi cumprida e prevê a integralidade na data base maio;

· Garantias do cumprimento das leis de carreiras vigentes no que tange as progressões horizontais e verticais;

· Garantias previstas em lei do não aumento do percentual de descontos previdenciário de 11 para 14%;

· Garantias em lei da reposição de todos os retroativos financeiros correspondentes aos parcelamentos salariais praticados nos anos de 2016 e propostos para 2017 e 2018.

O presidente do SISMA, Oscarlino Alves conclama todos os servidores a literalmente vestirem a camiseta do movimento e participar da greve geral de 24 horas. “Todas as lutas de direito e conquistas foram dessa forma com trabalhadores na rua e de forma harmônica garantir os nossos direitos e manter os já adquiridos. A greve é um direito e é uma construção coletiva, só acontece em casos aonde não existe a negociação entre as partes. Queremos muito resolver o impasse em curto espaço de tempo sem que seja necessária a parada por prazo indeterminado a exemplo de 2016”. 

 Leia mais: 

Secretário diz que espera ‘bom senso’ de servidores sobre parcelamento da RGA

'É direito dos servidores rejeitarem, mas é o que o Governo pode fazer', avisa Taques

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angelo gonçalves de queiroz 07/06/2017

O governador tem que fazer como outros estados, não dar nada de RGA, e mandar esse povo que não quer trabalhar só quer greve pro olho da rua, aí eles vão deixar de ser peteca nas dos presidentes de sindicatos que ganham rios de dinheiro, você já viu prestação de contas desses sindicalistas? e o governo tem que desvincular o desconto sindical em folha dos servidores muitos deles não concorda com o desconto eles são obrigados.

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1 comentários