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O governador Pedro Taques apontou que o impacto na folha de pagamento será de R$ 500 milhões com a concessão da RGA.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) disse nesta terça-feira (30) que não tem como negociar com os servidores uma nova proposta de Revisão Geral Anual (RGA). Na sexta-feira passada (26), o Executivo estadual propôs conceder reajuste de 6,58%, em três parcelas, a começar do mês de janeiro de 2018.
No entanto, em Assembleia Geral Unificada, os servidores públicos rejeitaram a proposta de pagamento de RGA escalonada apresentada pelo Estado. Os servidores marcaram calendário de mobilizações.
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“É um direito dos servidores rejeitarem isso, mas é o que o Governo do Estado pode fazer nesse momento”, limitou-se a dizer o governador, logo depois da reunião com prefeitos e deputados estaduais para buscar alternativas de recursos à Saúde.
Pela proposta do Executivo, o valor total da RGA será divido em 2,15%, em janeiro do próximo ano, 2,15%, em abril, e 2,14%, em setembro.
“É um direito dos servidores rejeitarem isso, mas é o que o Governo do Estado pode fazer nesse momento”, limitou-se a dizer o governador.
“A proposta está no nosso limite econômico. Tivemos frustração de receita em 2017 e esta concessão de reajuste é o que está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, informou Taques na ocasião da apresentação da proposta.
O Governo do Estado também calculou a RGA para 2018, que será de 4,19%, em duas parcelas. A primeira, de 2%, em dezembro de 2018, e a segunda, de 2,14%, em março de 2019.
Impacto econômico
O secretário de Fazenda do Estado, Gustavo Oliveira, explicou que o impacto na economia do Estado, com o reajuste, será de R$ 500 milhões em 2017. Ele pontuou que, além de respeitar a LRF, a RGA também estará de acordo com o projeto do teto de gastos, que limita as despesas do Estado pelos próximos anos e que ainda será entregue à Assembleia Legislativa.
“Até 2019, o impacto será de R$ 1,6 bilhão. Para isso, precisaremos ajustar a economia em outros setores, com cortes de gastos, ajustes na máquina pública e com uma previsão de aumento da receita, mas isso ainda vai ser analisado pela equipe econômica”, explicou Gustavo.
Sindicatos
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), Henrique Lopes, a busca de um diálogo com o governo permanece.
“Fizemos reunião no sábado (27) para construir uma contraproposta do pagamento da RGA. Exigimos o pagamento integral do restante da RGA que o Governo nos deve em parcela única, e que o de 2017 seja pago no exercício de 2017 e não em 2018".
O Fórum Sindical não descarta a greve unificada.
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FRANCISVAL 31/05/2017
Bom Srs Servidores e iniciativa privada, O Governador, os seus Secretários e toda a Assembléia sabem de antemão que o mês de maio é a data base para reposição de todo o funcionalismo, havendo, portanto, tempo hábil para se organizarem. A atual circunstância, demonstra falta de planejamento, organização e controle do Gestor e seus Assessores. Nota-se também total falta de respeito e vontade política. Enquanto a inflação mingoou o poder de compra e de pagamento de dívidas dos servidores, os impostos, as dívidas, os compromissos, IPVA, IPTU, seguem normal e crueis. É fundamental e estratégico que todas as classes estejam satisfeitas. Todos estão ligados entre si economicamente. Todos ganham. Crise sempre houve e sempre haverá. O que não tem mesmo é vontade política, respeito e compromisso. FALEI....
jose de faria lima 31/05/2017
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