CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Após as notícias de que o governo do Estado entrou com pedido judicial para barrar a greve dos servidores que atentem a Segurança Pública, o movimento grevista que reivindica o pagamento de 11,28% de revisão geral anual (RGA) resolveu 'radicalizar' com a montagem de acampamento em frente ao Palácio Paiaguás a partir da próxima segunda-feira (06).
Nesta sexta-feira (03), um grupo de servidores se reuniu em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Gestão (Seges), no Centro Político Administrativo, como forma de pressionar por uma nova proposta, que atenda aos anseios das categorias.
Nesta quinta-feira (2), o governo apresentou uma segunda proposta, que previa o pagamento de 6%, dividido em três parcelas previstas para os meses de setembro, dezembro e março de 2017, mas a mesma foi recusada pelos servidores em greve que exigem o pagamento total. O Fórum Sindical até admite que o montante seja parcelado, mas desde que seja pago em 2016.
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Nesta sexta-feira (03), um grupo de servidores se reuniu em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Gestão (Seges), no Centro Político Administrativo, como forma de pressionar por uma nova proposta, que atenda aos anseios das categorias.
Na concentração de servidores em frente ao prédio da Seges, chama atenção o grande número de servidores aposentados e pensionistas participando da manifestação. “Nós estamos cansados de sermos chamados de vagabundos e que não queremos trabalhar, mas a gente já trabalhou. Nós já contribuímos para o engrandecimento de Mato Grosso. Então, resolvemos vir para a luta também porque se cai para os ativos, vai cair para nós também, inativos”, disse Marisa Beatriz de Souza, 58 anos, aposentada do Procon e membro da diretoria do Sindes (Sindicato dos Servidores de Desenvolvimento Econômico e Social).
O Tribunal de Justiça, tem até este domingo (5) para decidir sobre o pedido, impetrado pelo governo, para declarar a ilegalidade da greve dos servidores da Segurança Pública, que abrange a Polícia Militar, Bombeiros Militar, Polícia Civil, Politec e Sistema Penitenciário.
Em resposta à essa medida, os grevistas do Sistema Penitenciário passaram a manhã em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, chamando os servidores do setor administrativo para paralisarem as atividades.
Também nesta sexta-feira (03), os servidores do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso) e do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), decidiram sair do estado de greve e aderir definitivamente ao movimento paredista a partir da próxima segunda-feira (06), quando se iniciará o acampamento do Fórum Sindical em frente ao Palácio Paiaguás.




















