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23 de Junho de 2019, 07h:30 - A | A

GERAL / MEDIDA POLÊMICA

Projeto de lei propõe fim do corte de ponto a professores em greve

Deputado Wilson Santos argumenta que os educadores não podem ter o ponto cortado, pois são classe de servidores diferenciada, já que têm que repor as aulas e com isso irão trabalhar os idas que estiveram em greve.

RepórterMT

Medida pode virar lei no segundo semestre deste ano.

Medida pode virar lei no segundo semestre deste ano.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) prepara a apresentação de um projeto de lei, que prevê o fim do corte de ponto para os professores estaduais que entrarem em greve e com isso as 'batalhas' jurídicas sobre a medida. Atualmente, os profissionais da Educação estão com atividades paralisadas no Estado desde 27 de maio. 

Segundo o deputado, é preciso estabelecer um marco regulatório quanto isso, já que o caso dos profissionais é diferenciado dos demais servidores, pois eles têm que repor as aulas que não ocorreram durante o processo de paralisação.

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“Então como isso vai ser restituído, o projeto propõe que não haja corte dessas aulas e desses dias parados. Houve greve, os dias parados: 20, 15,10, serão repostos, então não tem porque cortar salário”, defendeu o parlamentar.

"O projeto propõe que não haja corte dessas aulas e desses dias parados. Houve greve, os dias parados: 20, 15,10, serão repostos, então não tem porque cortar salário”, defendeu o parlamentar.

Wilson argumenta que os educadores não podem ter o ponto cortado pois serão obrigados a cumprir o calendário escolar que prevê 200 dias de ano letivo. “Eles sabem que terão que repor as aulas, sob pena de o ano letivo não ser concluído”.

“É uma proposta que eu espero que no segundo semestre nós possamos torná-la lei e pôr um ponto final nesse dilema, inclusive para o próprio Poder Judiciário para que não seja mais acionado em relação a isso”, argumentou.

“É uma proposta que eu espero que no segundo semestre nós possamos torná-la lei e pôr um ponto final nesse dilema, inclusive para o próprio Poder Judiciário para que não seja mais acionado em relação a isso”, argumentou.

Ao justificar o projeto de lei, o deputado ressaltou que há todo um histórico de décadas em que os profissionais da Educação entram em greve para reivindicar aumento salarial e melhores condições de trabalho.

E quando isso ocorre, segundo o parlamentar, sempre há uma queda de braço entre o Governo do Estado e o sindicato: “corta ou não corta os dias parados... Às vezes o Governo corta, os profissionais vão à Justiça e o processo se arrasta por muitos anos”.  

Wilson ponderou no entanto que o projeto de lei, se aprovado na Assembleia e sancionado pelo governador Mauro Mendes (DEM), não deve beneficiar os atuais grevistas.

Entendimento do STF

Em 2016, uma decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] declarou constitucional os descontos dos dias não trabalhados e a medida é usada atualmente contra os professores pelo Governo do Estado.

No entanto, o STF também argumentou que o salário deve ser reposto, no caso da reposição da aulas e que o desconto será ilegal se ficar comprovado que a greve foi provocada por “conduta ilícita do Poder Público”. 

Bloqueio de 30%

Seguindo o entendimento do STF, juiz Márcio Aparecido Guedes, da 2ª Vara da Fazenda Pública, determinou que a Secretaria de Fazenda realizasse bloqueio de 30% das receitas do Sintep para pagar o transporte escolar, no período em que as aulas tiverem que ser repostas, devido à greve.

O dinheiro bloqueado vem das contribuições dos servidores filiados (ativos e inativos), cujo desconto é autorizado na folha de pagamento, na porcentagem de 1% do salário.

O Sintep recebe, em média, R$ 650 mil ao mês da contribuição descontada em folha, mais os valores dos servidores que preferem pagar via boleto, resultando em valores mensais que chegam a quase R$ 1 milhão.

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Juscelino Ribeiro 23/06/2019

Nobre Deputado, deixa de medida populista, de legislar para torcida. Em tudo na vida que não é cumprido, existe uma penalidade. O corte do ponto é uma medida legal , prevista na CLT, se a greve é ilegal, além do mais, prejudica todos os alunos. Procure outras medidas para resolver esse imbrólio causado por um sindicato que tem a greve no sangue.

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