KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O prefeito Mauro Mendes (PSB) já confirmou que é “impossível” não haver aumento da tarifa dos coletivos no início de 2016, embora ainda sem data certa.
Ele afirmou que um reajuste será inevitável, devido ao aumento do dólar, que interfere na compra de peças automotoras, do combustível, que sofreu mais de cinco reajustes em 2015 e dos salários, inclusive dos funcionários do setor além do mínimo.
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No entanto, antes do prefeito autorizar que as empresas concessionárias pratiquem o aumento, o Conselho Municipal de Transporte irá se reunir e avaliar planilhas de custos e isso deve ocorrer ainda em janeiro.
O valor da tarifa em vigência é de R$ 3,10. O último reajuste, de 10,7%, foi autorizado pelo prefeito em janeiro do ano passado e ficou acima da inflação no período que não passou de 6,4%. Se essa margem se repetir, o valor da tarifa agora pode chegar a R$ 3,40.
Quanto à qualidade do sistema de transporte coletivo, que o próprio prefeito já admitiu publicamente ser questionável, o edital de licitação para renovação da concessão no setor, que estava previsto para agosto deste ano, vai ficar para fevereiro de 2016, como informou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Cuiabá ao
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Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil para apurar a má qualidade dos serviços de transporte urbano que estão sendo ofertados à população de Cuiabá.
Três empresas prestam o serviço na capital – Pantanal, Expresso Norte e Sul e a Integração. Os contratos estão vencidos e, apesar de ser descumprido, em alguns pontos, as concessionárias continuam atuando.
Este ano alguns episódios sinalizaram para o risco que é a frota não estar apta a circular.
No dia 17 de junho deste ano, às 19h30, ainda horário de pico, quando as pessoas estão saindo do trabalho e indo para casa, um ônibus, da empresa Norte Sul, que explora o transporte coletivo em Cuiabá, desgovernado bateu em um carro e, na sequência, bateu também em um muro próximo à igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, região central de Cuiabá.
Para evitar um acidente pior, o motorista do coletivo, José Luiz da Silva, explicou que 'jogou' o veículo como conseguiu, porque ele estava sem freio e tentou achar um jeito de não acertar carros e pessoas.
O ônibus estava lotado, mas ninguém ficou ferido.
Um ônibus da empresa Norte Sul, que fazia a linha Pedra 90 – Centro pegou fogo na avenida Getúlio Vargas. Ninguém ficou ferido, mas o veículo ficou totalmente destruído.
No dia 6 de julho, período da manhã, o motorista de um ônibus da empresa Integração, que também explora o transporte coletivo em Cuiabá, puxou o freio de mão para ajudar a um cadeirante, mas o mecanismo não segurou o veículo, que desceu desenfreado, no ponto da praça Maria Taquara, atingindo uma menina e um rapaz.
A AMTU informou que as vítimas tiveram ferimentos leves e a assistência necessária. Entre os passageiros, o motorista e o cadeirante não houve feridos.
O veículo da linha 610 Altos do Parque/Centro que se envolveu no acidente, conforme a empresa, seria retirado de circulação. Ele teria passado por manutenção preventiva "recentemente".
Por meio de nota, a Integração lamentou o arriscado "transtorno".
O terceiro caso envolveu um ônibus da empresa Norte Sul, que fazia a linha Pedra 90 – Centro. O carro pegou fogo na avenida Getúlio Vargas. Ninguém ficou ferido, mas o veículo ficou totalmente destruído.
As chamas foram controladas pelos Bombeiros em cerca de 30 minutos.
Os usuários se irritam com os aumentos porque eles não são acompanhados por melhorias no sistema.
“Os ônibus estão cada vez piores. Param quase no meio da rua ali no ponto do TRT, que é onde eu trabalho. Às vezes não dá para entrar nele. No horário de pico está sempre lotado, muito acima da capacidade de pessoas em pé. Além de ser quente, quente, muito quente”, reclama a servidora do Estado Kátia Bruno.









