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Juiz da 11ª Vara Crimial Marcos Faleiros determinou a prisãodo ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, apontado como mandante do esquema.
ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
As escutas telefônicas clandestinas em Mato Grosso, realizadas por alguns policiais militares, foi classificada como espionagem política, que pode ter tido até 1000 alvos. O entendimento é do juiz auditor, Marcos Faleiros, da 11ª Vara de Crimes Militares da Comarca de Cuiabá.
“O suposto esquema de grampos clandestinos militares, feito por alguns Policiais Militares, tinha a finalidade de espionagem política, escuta de advogados no exercício de sua função, jornalistas – cujo sigilo da fonte é constitucional, desembargadores, deputados – com foro de prerrogativa, médicos – cuja relação com o paciente também é sigilosa, inclusive de “amantes” de poderosos”, escreveu o juiz na sua decisão.
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Segundo o magistrado, ainda não se sabe ao certo a quantidade de alvos espionados, mas acredita que de 80 a 1000 terminais telefônicos podem ter sido grampeados.
“Conforme documentos apresentados na imprensa, ocorriam interceptações militares ilegais utilizando-se da técnica conhecida como “barriga de aluguel”, consistindo na obtenção de ordem judicial de interceptação telefônica induzindo o Ministério Público e o Poder Judiciário a erro mediante criação de uma “estória” escondida em investigações de delinquentes verídicos, inserindo no rol de alvos criminosos, civis e servidores públicos ocupantes de posto estratégicos para fins exclusivos de obtenção de informações ao arrepio da lei”, apontou o juiz.
Na tarde desta terça-feira (23) o magistrado de ofício, ou seja sem ser provocado pelo Ministério Público, decretou a prisão do ex-comandante da PMMT, coronel da reserva Zaqueu Barbosa, e do cabo PM, Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, pela suposta prática de interceptações ilegais.
O juiz volta a se referir sobre a prática de espionagem ao destacar que a denúncia apresentada pelo então secretário de Segurança Pública do Estado, promotor Mauro Zaque, e pelo adjunto Fábio Galindo, informada ao governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), por meio de ofício 3026/2015/GAB/SESP, “sinaliza pela possível existência de um ‘escritório clandestino de espionagem’ montado no seio do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, com o objetivo de obter informações estratégicas ao arrepio da lei”.
O magistrado informa ainda que já foi realizada checagem preliminar da documentação e que “mediante confrontação dos dados dos alvos fictícios apontados nos relatórios e suas identidades reais. De fato, emergem indícios que o conteúdo da documentação seja verdadeiro”.
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Pedro Felix 24/05/2017
Cade a lista dos números?
1 comentários