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23 de Fevereiro de 2022, 20h:07 - A | A

PODERES / PELA 2ª VEZ

Júri popular absolve empresário acusado por morte de juiz Leopoldino

Josino Guimarães saiu pela porta da frente do Fórum de Cuiabá pela segunda vez.

REDAÇÃO



O empresário Josino Guimarães, acusado de matar o juiz estadual Leopoldino Marques do Amaral, foi absolvido pelo Júri Popular no início da noite desta quarta-feira (23), em Cuiabá.

Esta é a segunda vez que Josino é inocentado pelo Júri. O primeiro, realizado em maio de 2001, foi anulado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que o julgamento teria sido lastreado de contradição. O Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que não irá recorrer da decisão.

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Josino foi denunciado por fraude processual, formação de quadrilha armada, denunciação caluniosa, falsidade ideológica, e interceptação telefônica ilegal. 

Segundo a denúncia do Ministério Público, ele teria sido o mandante do assassinato do magistrado. Entretanto, Josino foi absolvido no primeiro júri.

Entenda o caso 

Leopoldino Marques do Amaral atuava na comarca de Cáceres (230 km de Cuiabá) e havia denunciado desembargadores e juízes por esquemas de venda de sentenças, nepotismo e ligação com traficantes. 

Em 1999, pouco depois de prestar depoimento em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, que apurou esquemas em todo o país, Leopoldino foi morto. 

O cadáver foi localizado com dois tiros na cabeça e parcialmente carbonizado, em uma estrada que ligava as cidades de Concepción e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

O empresário Josino Guimarães, que foi denunciado como lobista da quadrilha, foi apontado como mandante do crime. Além dele, outros foram condenados pela morte do magistrado.

Entretanto, o processo condenatório foi muito tumultuado devido à exumação do corpo de Leopoldino pelo menos quatro vezes. 

A primeira se deu quando, logo após a condenação dos acusados, surgiu denúncia de que Leopoldino estaria vivo e morando na Bolívia. Pelas informações mentirosas, alguns dos acusados foram também condenados por fraude e violação de túmulo.



 

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