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14 de Dezembro de 2014, 08h:30 - A | A

GERAL / TRÂNSITO

Infratores já começaram a receber multas registradas por radares e lombadas

No primeiro mês de funcionamento, equipamentos captaram 20 mil imagens suspeitas

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Motoristas que trafegam todo dia nas vias onde foram instalados radares, lombadas e avanços semafóricos, em Cuiabá, e não se atentaram para esses equipamentos, preparem os bolsos, porque as multas estão começando a chegar, este mês, à casa dos infratores. Alguns deles ainda estão desavisados.

As multas por excesso de velocidade vão de R$ 85,13 a R$ 574,62, com perda de 4 a 7 pontos na carteira de habilitação. Já o avanço de sinal vale multa de R$ 191,54 e perda de 7 pontos. Os equipamentos flagram apenas essas duas infrações ao Código de Trânsito Brasileiro: excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho.

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Neste primeiro mês de funcionamento, registraram 20 mil imagens suspeitas e boa parte delas já foi analisada confirmando que as situações capturadas são indicadoras de multa.

Todos os equipamentos que estavam previstos já foram instalados. São 5 lombadas e 11 radares, mais 3 avanços semafóricos.

As lombadas eletrônicas são mais visíveis e ficam duas delas na avenida Beira Rio, em frente à Acrimat. Outras duas na avenida Mato Grosso, em frente a Escola Estadual Presidente Médici. E uma na rua General Mello.

Os radares e os avanços semafóricos são mais discretos.

Dos três avanços semafóricos, dois ficam na avenida Generoso Ponce, com as ruas Barão de Melgaço e Comandante Costa, e outro na General Mello, com a rua Tancredo Neves.

A maioria dos radares estão dispostos na avenida Miguel Sutil (sete), dois na Beira Rio e dois na República do Líbano.

Confira todos os locais.

A outra parte das imagens que estão passando por um crivo podem ou não se transformar em multa.

O secretário de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá, Antenor Figueiredo, informa que ainda não há um balanço final de quantas penalidades foram aplicadas no primeiro mês de funcionamento dos equipamentos e nem quanto será arrecadado mensalmente com o pagamento delas. Mas ele argumenta que, antes das pessoas criticarem essa forma de controle no trânsito, chamando de “indústria de fazer dinheiro”, devem se informar sobre a redução do número de acidentes em Cuiabá nesse período inicial que, conforme dados do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso (Ciosp), foi de 46%.

O secretário admite que muitas pessoas reduzem a velocidade próximo da sinalização indicando a proximidade do registro e depois voltam a se comportar como sempre. “Mas mesmo assim uma hora é preciso começar a mudar isso e estamos começando”.

A estudante Aline Magalhães Werner, de 22 anos, admite que faz isso. Mas mesmo assim avalia que mudou de comportamento no trânsito, pelo menos um pouco. “Eu fico mais atenta com relação ao limite de velocidade. Me monitoro com mais frequência se estou acima do limite ou não”.

Ela não sabe onde estão os equipamentos, apenas alguns. “Não tem muita sinalização e não sei direito onde ficam, mas até agora ainda não recebi multa em casa”, diz.

Para ela, os radares e afins são “uma boa forma de controle mas não a ideal, porque não são educativos e apenas punitivos. Se tivesse as duas coisas associadas aí sim seria o ideal”, opina.

Cuiabá fica em quarto lugar entre as capitais mais violentas no trânsito, de acordo com dados do sistema nacional de segurança pública. Infrações às regras de trânsito provocam maior parte dos sinistros.

Nem todas as pessoas que já foram multadas se identificam entre infratores clássicos. É o caso da professora Ana Ribas, 37 anos. Ela recebeu de uma vez só em casa cinco multas de infrações captadas na avenida Miguel Sutil por radar. “Uso todo dia a Miguel Sutil e no caso as velocidades registradas foram próximas a 70 quilômetros por hora, enquanto o permitido é 60. Eu não lembrei dos equipamentos e acabei sendo multada, mas já recorri, explicando que sou uma pessoa idônea e que uma advertência já é o suficiente, se o objetivo é mudança de comportamento e não de acúmulo de dinheiro da gente”, explica a professora. 

O secretário Antenor já responde que isso não é justificativa. Mas quem quiser recorrer tem direito, preenchendo formulário disponível no site da Prefeitura. Confira.

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