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25 de Maio de 2017, 11h:35 - A | A

GERAL / UNIDADES FILANTRÓPICAS

Hospitais ameaçam paralisar atendimentos; Taques anuncia repasses

A Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos cobra repasses de três meses, que estão em atraso. O Governo afirma que há um plano de execução dos pagamentos.

RepórterMT/Reprodução.

Santa Casa de Cuiabá está entre as unidades que podem ter atendimentos paralisados.

Santa Casa de Cuiabá está entre as unidades que podem ter atendimentos paralisados.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Os hospitais filantrópicos de Mato Grosso ameaçam paralisar as atividades na próxima sexta-feira (26), caso o Governo do Estado não regularize os repasses, que estão atrasados em cerca de três meses. O governador Pedro Taques (PSDB) disse que está repactuado o orçamento e que os pagamentos devem ser regularizados até junho.

Conforme a Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (FEHOSMT), a falta de repasses regulares chegou a índices insuportáveis e é o maior motivador da paralisação.

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O principal cobrança dos hospitais é que o Governo faça o pagamento imediato do valor atrasado e apresente a elaboração de um cronograma para não deixar que os repasses voltem a atrasar.

O governador declarou, na manhã desta quinta-feira (25), que Mato Grosso precisa de novos hospitais regionais, mas não há recursos em caixa.

“Estamos repactuando todo o orçamento do Estado para que  R$ 162 milhões sejam repassados à Saúde e isso para que de uma vez por todas, até meados do mês de junho, possamos regularizar os repasses”, afirmou Taques.

A federação reclama que o Estado está há dois meses sem pagar o custeio no valor de quase R$ 13 milhões para as Unidades de Terapia Intensiva - UTI e alguns serviços essenciais como a Oncologia, leitos de retaguarda e incentivo de cirurgias cardíacas e obstetrícia às instituições Santas Casas de Cuiabá e Rondonópolis, Hospital Geral Universitário, Hospital Santa Helena e Hospital de Câncer estão passando por enormes dificuldades com fornecedores e pagamento do serviço médico.

A Federação afirma que, no final do ano passado, tais problemas foram elencados e não foram sanados. Um incentivo de custeio emergencial foi repassado por apenas 3 meses e desde fevereiro as instituições não receberam mais este aporte. A situação é considerada alarmante.

Taques afirmou que existem prestadores de serviços com documentação irregular, e que isso impacta diretamente em seus recebimentos. “Existem prestadoras de serviços que não tem documentos e o Estado não paga sem documentos”.

Dados

A Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos ressalta que os cinco hospitais atualmente atendem 80% da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e somam 3,5 mil internações por mês, sendo que o Hospital Santa Helena e o Hospital Geral fazem cerca de 1,1 mil partos ao mês. Em cada unidade são feitas aproximadamente 500 cirurgias por mês.

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