RepórterMT/Reprodução.

Santa Casa de Cuiabá está entre as unidades que podem ter atendimentos paralisados.
RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
Os hospitais filantrópicos de Mato Grosso ameaçam paralisar as atividades na próxima sexta-feira (26), caso o Governo do Estado não regularize os repasses, que estão atrasados em cerca de três meses. O governador Pedro Taques (PSDB) disse que está repactuado o orçamento e que os pagamentos devem ser regularizados até junho.
Conforme a Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (FEHOSMT), a falta de repasses regulares chegou a índices insuportáveis e é o maior motivador da paralisação.
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O principal cobrança dos hospitais é que o Governo faça o pagamento imediato do valor atrasado e apresente a elaboração de um cronograma para não deixar que os repasses voltem a atrasar.
O governador declarou, na manhã desta quinta-feira (25), que Mato Grosso precisa de novos hospitais regionais, mas não há recursos em caixa.
“Estamos repactuando todo o orçamento do Estado para que R$ 162 milhões sejam repassados à Saúde e isso para que de uma vez por todas, até meados do mês de junho, possamos regularizar os repasses”, afirmou Taques.
A federação reclama que o Estado está há dois meses sem pagar o custeio no valor de quase R$ 13 milhões para as Unidades de Terapia Intensiva - UTI e alguns serviços essenciais como a Oncologia, leitos de retaguarda e incentivo de cirurgias cardíacas e obstetrícia às instituições Santas Casas de Cuiabá e Rondonópolis, Hospital Geral Universitário, Hospital Santa Helena e Hospital de Câncer estão passando por enormes dificuldades com fornecedores e pagamento do serviço médico.
A Federação afirma que, no final do ano passado, tais problemas foram elencados e não foram sanados. Um incentivo de custeio emergencial foi repassado por apenas 3 meses e desde fevereiro as instituições não receberam mais este aporte. A situação é considerada alarmante.
Taques afirmou que existem prestadores de serviços com documentação irregular, e que isso impacta diretamente em seus recebimentos. “Existem prestadoras de serviços que não tem documentos e o Estado não paga sem documentos”.
Dados
A Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos ressalta que os cinco hospitais atualmente atendem 80% da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e somam 3,5 mil internações por mês, sendo que o Hospital Santa Helena e o Hospital Geral fazem cerca de 1,1 mil partos ao mês. Em cada unidade são feitas aproximadamente 500 cirurgias por mês.













