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21 de Dezembro de 2016, 12h:00 - A | A

GERAL / MORTE DE ALUNO BOMBEIRO

Familiares protestam por laudo de causa da morte não ter sido liberado por falta de assinatura

O documento que aponta a causa da morte por AVC está pronto há uma semana, mas não foi liberado porque o convênio de assinatura eletrônica está vencido

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



A família do aluno soldado do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Patrício Lima Claro, 21, organiza um protesto, nesta quarta-feira (21), pela demora da liberação do laudo da morte, que ocorreu no dia 15 de novembro. O jovem morreu após ter passado mal em aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, e ter ficado cinco dias internado em coma.

"Com essa demora todo o processo vai demorar cada vez mais. Como eu posso confiar no trabalhado de um órgão que está sucateado?”, reclamou Jane Claro, mãe de Rodrigo.

Para ser liberado, o laudo, que está pronto há uma semana, e que aponta que o aluno morreu por Acidente Vascular Cerebral (AVC), ainda precisa ser assinado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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O apurou que a demora ocorre porque o convênio de assinatura digital, de alguns médicos peritos, está vencido há cinco meses. A Politec informou que a expectativa é que um novo convênio seja assinado em até 30 dias.

“Não posso falar daquilo que não está comprovado. Mas os resultados apontam que ele passou mal durante os treinamentos”, afirmou.

“Na terça-feira (20), estive nas dependências da Politec, para tentar encontrar uma resposta em relação ao laudo da causa da morte de Rodrigo. Eles já têm a resposta e o laudo está pronto, mas sem a assinatura digital médico perito não é possível que eu tenha acesso. Isso é inadmissível. Com essa demora todo o processo vai demorar cada vez mais. Como eu posso confiar no trabalhado de um órgão que está sucateado?”, reclamou Jane Claro, mãe de Rodrigo.

Jane afirmou que não ficou surpresa com a demora na Politec. Ela contou que no dia da morte de Rodrigo, o órgão não tinha materiais essenciais como luvas e álcool.

“Tudo isso que a gente fica sabendo eu vi acontecer lá na Politec. O órgão está sucateado. Não dá para acreditar. As autoridades disseram à imprensa, logo após a morte do meu filho, primeiro que a causa da morte era um aneurisma, logo em seguida falaram que não, que na verdade, se tratava de um AVC”. 

A mãe do aluno disse que sempre teve certeza que o filho passou mal durante os treinamentos. “Não posso falar daquilo que não está comprovado. Mas os resultados apontam que ele passou mal durante os treinamentos”, afirmou.

“No início da travessia, pelo que me foi passado pelos colegas, a menos de dez metros onde ele estava nadando para fazer a travessia, a tenente começou a afogá-lo, segurando na cintura dele e levando para o fundo da lagoa”, afirma Jane Patrícia, mãe de Rodrigo.

Manifestação

Para cobrar apuração da Justiça sobre a morte de Rodrigo, amigos e familiares realizam na tarde desta quarta-feira (21), um protesto para pressionar as autoridades de segurança sobre um desfecho final do caso.

A família acusa a instrutora do aluno, a tenente Izadora Ledur, de ter cometido abuso contra o jovem que estava próximo de se formar como bombeiro.

A manifestação será realizada na Praça Ipiranga, às 17h, no Centro de Cuiabá.

Laudo aponta AVC

O laudo de Rodrigo apontou que o aluno foi vítima de um AVC.

A informação é do próprio IML, que divulgou o laudo histopatológico da morte do aluno, na semana passada.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, o parecer divulgado pelo IML deixa claro que Rodrigo não tinha doença pré-existente antes de ingressar no 16º Curso de Formação de Soldado Militar.

“O laudo divulgado pelo IML apontou que Rodrigo sofreu um Acidente Vascular Cerebral, mas isso não imputou à uma doença pré-existente. No entanto, o laudo não foi capaz de identificar qualquer conduta externa cometida pelos instrutores do curso em que Rodrigo participava”, explicou.

Mesmo não apontando excesso por parte dos instrutores, Jarbas disse que a investigação sobre a morte do aluno vai continuar tanto pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), como pelo Corpo de Bombeiros, com o Inquérito Policial Militar (IMP).

O caso

No dia 11 de novembro, Rodrigo queixou-se de dor de cabeça, durante a realização das aulas.

O aluno realizava uma travessia a nado na Lagoa Trevisan, e quando chegou à margem informou à instrutora que não conseguiria terminar a aula.

Em seguida, segundo os bombeiros, ele foi liberado, retornou ao Batalhão, onde se apresentou à coordenação do curso para relatar o problema de saúde. O jovem foi encaminhado à Policlínica no mesmo bairro e sofreu convulsões. Logo após foi encaminhado para o Hospital Jardim Cuiabá, onde ficou internado em coma na UTI.

No dia em que passou mal, Rodrigo relatou à mãe sua angústia em participar das aulas práticas comandadas pela tenente Isadora Ledur.

Em uma das mensagens no aplicativo WhatsApp, enviadas para a mãe, ele disse que estava “meio que prometido”. E a sua mãe disse que tudo seria “somente pressão”.

Na conversa, Rodrigo afirma que a tenente Isadora estava "pegando em seu pé". “E hoje ela vai tá lá. Por isso fico com medo”, escreveu o rapaz na mensagem.

Após o treinamento, Rodrigo voltou a conversar com a mãe. A última mensagem que Jane teve com o filho foi ao final do dia, antes de ser internado em coma. “Não consegui. Estou mal. Vou para a coordenação”, teria dito Rodrigo à mãe.

Depois disso, Jane só foi comunicada que Rodrigo teve duas convulsões e que seria transferido para um hospital particular.

Diante disso, a família do aluno acusa a tenente de tortura e aponta omissão de socorro da corporação em relação ao mal-estar que Rodrigo sentiu ainda na Lagoa Trevisan.

“No início da travessia, pelo que me foi passado pelos colegas, a menos de dez metros onde ele estava nadando para fazer a travessia, a tenente começou a afogá-lo, segurando na cintura dele e levando para o fundo da lagoa”, afirma Jane Patrícia, mãe de Rodrigo.

 

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RENATA 22/12/2016

CADA DIA QUE PASSA A BATATA DESSA TENENTE ASSA MAIS. JA DEVE TA FININHA DE TANTO QUE EMAGRECEU COM PREOCUPAÇÃO

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