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25 de Abril de 2020, 18h:10 - A | A

GERAL / REABERTURA DO COMÉRCIO

Empresários comemoram retorno, mas pedem horário normal de funcionamento

Comércio varejista e atacadista de Cuiabá reabre as portas nesta segunda-feira com horário reduzido e com algumas regras

RepórterMT/Reprodução

CDL diz que a medida trouxe alívio aos empresários que estavam há mais de um mês com portas fechadas.

CDL diz que a medida trouxe alívio aos empresários que estavam há mais de um mês com portas fechadas.

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



A partir da próxima segunda-feira (27), o comércio varejista e atacadista de Cuiabá reabre as portas após cinco semanas devido a medidas restritivas adotadas contra a disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

Na última segunda-feira (20), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) editou novo decreto com flexibilização para o comércio. Na publicação, ele estabeleceu regras para o funcionamento, como horário de funcionamento das 10h às 16h.

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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) disse que a decisão traz alívio aos empresários e lojistas que estavam apreensivos sem poder abrir seus estabelecimentos e vendo o faturamento caindo.

Apesar da comemoração, a categoria busca modificar o decreto para ampliar o horário de atendimento. Segundo o superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja, o horário reduzido pode causar aglomerações.  

“Nós acreditamos que quando ele [prefeito] reduz e estipula um horário de 10h às 16h a gente corre o sério risco de ter aglomerações, principalmente no início da atividade e no final da atividade. A gente está propondo para liberar o horário normal e cada empresário e cada lojista se enquadre dentro da sua realidade”, comentou.

Os empresários buscam sensibilizar o prefeito para aumentar a frota dos ônibus. Atualmente, apenas 30% estão circulando pela cidade para atender funcionários da saúde e de serviços essenciais. O prefeito Emanuel Pinheiro informou que vai manter essa mesma quantidade e, se for necessário, mais 60 veículos vão rodar.

A medida colabora para que os funcionários do setor e clientes, além de evitar preocupação das pessoas irem às compras devido aglomerações nos veículos públicos.

“No decreto não fala nada de transporte público e a gente está entendendo que vai ser mantido a frota que está hoje. Se manter, hoje os colaboradores e os funcionários voltarem a trabalhar, desde que seja em parte, vai ocasionar uma situação delicada, pontos de ônibus vão gerar aglomerações, vai gerar transtorno, discussões. Nós estamos tentando mostrar pra ele [prefeito] que o ideal seria liberar toda a frota e ir acompanhando diariamente e, conforme o movimento, faz o efeito contrário”, defendeu.

Orientações

O superintendente conta que a CDL tem orientado os lojistas sobre as medidas estabelecidas no decreto para reabertura. Ele comenta que a entidade tem o perfil orientativo, no entanto, durante o período vai ajudar o Executivo municipal na fiscalização do comércio. 

A intenção é evitar que haja decumprimento das regras e que o setor seja obrigado novamente a fechar as portas.

“Intensificando as orientações, encaminhando cartilhas, informações, até porque você tem algumas obrigações como usar máscara, álcool em gel, limpeza, atender até um determinado percentual, não gerar aglomeração, estamos orientando os lojistas que somente reabram as portas se estiverem enquadrados, para evitar penalidade”, disse.

No Decreto n° 7.886, o prefeito estabelece protocolos que devem ser adotadas pelo comércio, como: sinalização no piso de distância de no mínimo 50 cm dos balcões de atendimento, observada a distância de 1,5 m entre uma pessoa e outra; disponibilização de álcool em gel 70%; uso obrigatório de máscaras pelos funcionários, bem como pelos usuários do estabelecimento comercial; entre outros.

Veja o decreto na íntegra

Impacto

A Câmara de Dirigentes Lojistas ainda não possui números sobre o impacto financeiro que o período causou ao setor. No entanto, o superintendente explica o número é pesado, principalmente aos empresários que estavam tentando reerguer da última crise econômica do país.

Ele comenta que muitas lojas e comércios irão falir e que, consequentemente, o número de desempregados na Capital vai aumentar.

“Nós estamos aguardando o fechamento do mês, estamos aguardando os dados do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], porque todos os dias chegam informações, olha estou demitindo, eu acho que não vou voltar a abrir minha empresa”, conta.

“Os números são pesados até porque, principalmente para o pequeno, a gente não tinha saído da crise vivenciada nos últimos anos. Quando você entra em uma crise, pra você sair leva um bom tempo, e a gente não tinha recuperado. Tem empresa que estava vivendo do fluxo diário para poder pagar fornecedores, manter suas contas e manter suas portas abertas”, complementou.

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Arabe 26/04/2020

Não há nada para comemorar e sim dividas a pagar e rever nossa posição em relação a políticos, pois em nada soma em nossas vida diária....vou lembrar deles na hora em que eu estiver usando a máscara do título. O pessoal do repórter mt espero q publiquem pois ultimamente não publicam estes tipos de comentários!!!

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1 comentários