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13 de Novembro de 2016, 14h:31 - A | A

GERAL / ÁREAS VERDES

Dema intensifica ações de repressão a invasões de áreas em Cuiabá

A invasão de áreas causa prejuízos imensuráveis, como a degradação ambiental e urbana, remoção da cobertura vegetal, erosão e assoreamento de cursos d’água, entre outros.

Assessoria

Trabalho em conjunto com diversos órgãos visa diminuir número de invasões.

Trabalho em conjunto com diversos órgãos visa diminuir número de invasões.

DA REDAÇÃO



A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) intensificou as ações de combate às invasões de áreas urbanas, na região metropolitana de Cuiabá. O trabalho é desenvolvido em conjunto com a Prefeitura de Cuiabá, Ministério Público, Poder Judiciário e outros órgãos. A força-tarefa atua na repressão à prática de crimes ambientais provocados pela ocupação desordenada de áreas de preservação permanente, zonas de interesse ambiental e outras áreas verdes protegidas.

As atividades começaram com inúmeras denúncias encaminhadas às autoridades competentes, o que gerou a necessidade de uma atuação integrada, entre órgãos de Estado e a sociedade, para proteção das áreas urbanas invadidas na Capital.

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Entre as medidas adotadas pela Delegacia, está a tentativa de mapear e reunir dados sobre as origens dos loteamentos clandestinos, em que moradores permanecem em áreas irregulares, sem infraestrutura adequada, por ser fruto de invasões.

As investigações também apuram a autoria dos envolvidos que agem “arquitetando” e “patrocinando” os loteamentos clandestinos e as invasões de terra no perímetro urbano da Capital. Conforme a Delegacia, os suspeitos ludibriam pessoas humildes e pouco esclarecidas, com o “sonho da casa própria”, e muitas delas acabam pagando por um terreno que não terão direito de posse.

As investigações apuram a autoria dos envolvidos que agem “arquitetando” e “patrocinando” os loteamentos clandestinos e as invasões de terra. Conforme a Delegacia, os suspeitos ludibriam pessoas humildes e pouco esclarecidas, com o “sonho da casa própria”, e muitas delas acabam pagando por um terreno que não terão direito de posse.

A Dema alerta que a invasão de áreas causa imensuráveis prejuízos, como a degradação ambiental e urbana, sob os aspectos das vias de circulação abertas sem planejamento, remoção da cobertura vegetal, favorecimento a erosão e o assoreamento de cursos d’água, destruição de nascentes, habitações erigidas sem garantias técnicas, ocupação irregular de áreas de risco e de proteção ambiental, poluição corrente de esgoto e resíduos sólidos, destruição de áreas de preservação permanente, prejuízo ao abastecimento da população com água potável, entre outros.

Além de contrariar a legislação sobre o meio ambiente e contra a administração pública, a ocupação irregular contribui diretamente com outras ações ilícitas previstas no Código Penal Brasileiro, como o crime de furto por meio das ligações clandestinas de energia elétrica e de água.

“O número de invasões de terras levantado pela Polícia Civil é grande e assustador, e ainda diariamente novas ocupações ocorrem”, comentou a delegada de polícia da Dema, que coordena as investigações, Liliane de Souza Santos Murata Costa.

Operação Chupim

Conforme a delegada, diversas ações de combate a loteamento clandestino vêm sendo realizadas, por meio da ‘Operação Chupim’. “As diligências estão tendo desdobramento, resultando em prisões e apreensões, além de colher provas e indícios que contribuem para o avanço das investigações sobre as invasões de área urbana”, destacou Liliane Murata.

Para garantir a defesa do patrimônio público, um plano de ação para inibir as invasões está sendo elaborado pelos parceiros: Polícia Judiciária Civil, Ministério Publico Estadual, Prefeitura de Cuiabá (por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Polícia Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente, CAB Cuiabá, Poder Judiciário da Vara Agrária, Juizado Volante Ambiental (JUVAN), Energisa, Defensoria Pública, e Secretaria de Estado das Cidades.

 

O nome da operação, ‘Chupim’, remete a ave tico-tico, que tem o hábito de "invadir" a casa alheia e colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. Por isso, acabou virando sinônimo de aproveitador.

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