ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO
Cuiabá é a capital brasileira com o menor índice de mortalidade de Covid-19 por mil habitantes. Junto com Cuiabá, que tem uma morte para cada grupo de mil habitantes, Campo Grande (com duas mortes para o mesmo grupo), Belo Horizonte (3), Palmas (3), Curitiba (5) e Boa Vista (5) estão no grupo com índice de mortalidade considerado muito baixo. Na outra ponta, com índice muito alto, estão Manaus, que tem 72 mortes a cada mil habitantes, Recife (61), São Paulo (57), Fortaleza (55) e Rio de Janeiro (37). Com índice alto estão São Luís (36), Vitória (25), João Pessoa (21) e Macapá (18).
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No grupo de baixo índice estão Belém (15), Rio Branco (15), Maceió (9), Brasília (8), Salvador (8) e Goiânia (7). No grupo com índice baixo estão Porto Alegre, Aracaju, Fortaleza, Teresina, Natal e Porto Velho, todas com 6 mortes a cada 1 mil habitantes.
Este é, por sinal, um dos motivos que levaram o prefeito Emanuel Pinheiro a autorizar a volta das atividades econômicas, de forma gradativa, a partir da próxima segunda-feira (27).
O número de casos confirmados na Capital de Mato Grosso, 96 até a tarde desta terça-feira (22), também coloca o município com índice muito baixo, de acordo com o Ministério da Saúde. De acordo com o prefeito, a projeção feita pela secretaria municipal de Saúde é que até segunda-feira (20) Cuiabá teria 114 casos confirmados, ficando abaixo deste número. “Cuiabá continua no chamado platô, onde nasce a pandemia. Ela cresce e vai crescer, justamente porque estamos falando de uma pandemia. Estamos nesta fase segura e controlada por causa das medidas que tomamos e por causa da participação da população”, enfatiza Pinheiro.
Além das medidas restritivas tomadas há mais de um mês, o prefeito destaca as ações de higienização das unidades de saúde, dos pontos de ônibus, das ruas e canteiros centrais da cidade. “A situação ainda está sob controle e Cuiabá só está assim porque partimos para o isolamento social. E isso me dá uma certa segurança, mais temos ainda um longo caminho pela frente. Temos que continuar tomando as medidas de contenção”.
O prefeito enfatizou que Cuiabá e Palmas foram as últimas capitais a registrarem óbitos, mas afirma que mesmo assim não é cenário para ser comemorado. “Uma vida já estraçalha com a gente e não é motivo de comemoração. Mas ter Cuiabá neste nível vale qualquer empresa fechada, qualquer medida de restrição mais dura. Não chegamos a essa condição porque caiu do céu. Cuidamos, zelamos, todos fizeram sacrifício momentâneo e que vamos ter que continuar fazendo”.
Emanuel Pinheiro destaca que não vale o argumento que Cuiabá tem apenas uma morte e está com as unidades de saúde preparadas e com vagas para atender pacientes de Covid-19 para liberar tudo. Afirmou que o histórico de estabilidade permite pensar na retomada gradual da economia, o que já foi feito em decreto que passa a valer a partir da próxima segunda-feira.













