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26 de Março de 2023

16 de Dezembro de 2018, 08h:30 - A | A

GERAL / LOCAL FOI INTERDITADO

Clínica em que funcionário levou 10 facadas amarrava pacientes

Segundo a Polícia Civil, a clínica Liberdade, em Várzea Grande, atuava sem alvará, sem técnico perante ao CRM e com dependentes químicos internados sem consentimento da família.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



A Clínica de Reabilitação de Dependentes Químicos Liberdade, no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande, foi interditada, na quinta-feira (13), após a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE) descobrirem uma série de irregularidades, além de maus-tratos. 

A responsável pela clínica e um funcionário foram presos em flagrante. No local estavam internados 53 adultos e 10 adolescentes, todos do sexo masculino.

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Segundo a Polícia Civil, o local não possuía alvará sanitário para o funcionamento, havia ausência de responsável técnico perante o Conselho Regional de Medicina (CRM), medicamentos sem conhecimento de origem e armazenados em lugares impróprios e internos que informaram sofrer maus-tratos.

RepórterMT/PMMT

clínica liberdade

Funcionário ferido foi socorrido por outros pacientes da clínica.

Nos casos em que os pacientes ficavam agressivos eles eram amarrados até se “acalmarem” ou, ainda, obrigados a ingerir medicação (calmantes). Os que se negavam a fazer uso oral recebiam a sedação com injeções. Outros dois pacientes foram resgatados em situação de cárcere.

Também foi fechada, nas mesmas condições, a Clínica de Recuperação Nova Mulher (que abrigava 14 adolescentes do sexo feminino). 

Todos os pacientes foram recambiados para a cidade de origem, uma vez que grande parte não morava em Várzea Grande ou Cuiabá.

Esfaqueamento

Cinco dias antes da interdição, um funcionário foi atacado com 10 golpes de faca por um paciente que estava internado na unidade. Ele foi socorrido por funcionários e outros pacientes e encaminhado para o Pronto-Socorro da cidade.

Na clínica, a PM prendeu Maycon Teixeira. Segundo uma testemunha, o acusado foi até a cozinha durante o jantar, pegou uma faca e atacou o funcionário da clínica pelas costas. O trabalhador era o responsável por monitorar os internos naquele momento. 

A vítima tentou correr, mas continuou sendo esfaqueada pelo agressor. Outros internos interviram e começaram a agredir o esfaqueador com socos e chutes. O que motivou a confusão entre E.R. e Maycon não foi informado pela polícia.

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