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21 de Dezembro de 2020, 10h:30 - A | A

GERAL / "DINHEIRO PELO RALO"

CGE diz que fraude no Ganha Tempo poderia chegar a R$ 250 milhões

A informação foi divulgada no programa Domingo Espetacular, da TV Record, nesse domingo (20).

Gcom

Ganha Tempo

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



A Controladoria-Geral do Estado (CGE) apontou que a fraude nas sete unidades do Ganha Tempo, em Mato Grosso, poderia chegar a R$ 250 milhões se a empresa Rio Verde continuasse à frente da concessão pelos 15 anos de contrato. A empresa nega que tenha cometido qualquer irregularidade. 

A informação foi divulgada no programa Domingo Espetacular, da TV Record, nesse domingo (20). 

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Segundo a CGE, o rombo descoberto, até o momento, é de R$ 13 milhões. A Concessão entre a Rio Verde e o Governo do Estado foi assinada em 2016, na gestão do então governador Pedro Taques (SD), no valor de R$ 460 milhões. 

Segundo a CGE, o rombo descoberto, até o momento, é de R$ 13 milhões. A Concessão entre a Rio Verde e o Governo do Estado foi assinada em 2016, na gestão do então governador Pedro Taques (SD), no valor de R$ 460 milhões. 

Os valores pagos pelo Estado à empresa eram calculados de acordo com a quantidade de atendimentos que eram feitos com a população. 

Devido às suspeitas de que a concessionária falsificava os registros de atendimentos, a Polícia Civil de Mato Grosso abriu inquérito para apurar o caso. 

De acordo com o diretor-geral da PJC, Mário de Resende, cerca de 250 pessoas já foram ouvidas, sendo 103 funcionários da Rio Verde, onde 91 servidores da empresa teriam citado irregularidades. 

“A princípio, os crimes de peculato, de associação criminosa, que culminariam em 12 anos de prisão, já estão mais que constatados e confirmados, porém, nós acreditamos que outros delitos ainda possam ser constatados”, disse Resende. 

Na última sexta-feira (18), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que o Governo suspenda o contrato com a Rio Verde. 

Outro lado

A defesa da empresa, ouvida na reportagem do programa Domingo Espetacular, acusou a Controladoria-Geral do Estado de usar relatório fraudulento para embasar a investigação, que tem o objetivo de prejudicar a concessionária. 

Eles reforçaram que a direção da empresa não cometeu qualquer ilícito no gerenciamento das sete unidades do Ganha Tempo.


    

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