MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) é investigadovem um processo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela compra superfaturada de um sistema de segurança de rede para a Assembleia Legislativa. A investigação aponta sobrepreço na licitação de R$ 1, 9 milhão.
O processo foi lembrado na Ação Civil do Ministério Público Estadual (MPE) que foi acatada pela Justiça que suspendeu a nomeação e posse de Maluf ao cargo de conselheiro do TCE.
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“Não bastassem as informações até aqui levadas ao conhecimento desse Juízo, o deputado indicado e sabatinado pela AL-MT para o cargo de Conselheiro do TCE é alvo de processo no próprio Tribunal de Contas no qual almeja assento”, destacam os promotores Aldrey Ility e Clovis de Almeida Júnior, responsáveis pela petição contra o deputado.
Eles detalham que Maluf autorizou o processo em 2018, quando era o primeiro secretário da Assembleia. Conforme a tomada de contas do TCE, além da compra superfatura em quase R$ 2 milhões, o contrato pode gerar um sobrepreço de R$ 45, 7 milhões nos próximos cinco anos. Na ação do MPE consta que o vencedor do pregão para oferecer o serviço foi o Consórcio BLOCKTRIA.
“De antemão, o TCE visualizou sobrepreço na aquisição de solução integrada de segurança de rede; assinalando que o valor obtido pela Assembleia, no Pregão nº 08/2018 seria 12 (doze) vezes maior do que o obtido pela equipe técnica, caracterizando um potencial sobrepreço para 05 (anos) no valor de R$ 45.747.390,56”, ressaltou os promotores.
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