DA REDAÇÃO
Na quarta-feira (12), o secretário da Secopa, Maurício Guimarães, foi sabatinado na Assembleia Legislativa sobre os atrasos e a qualidade das obras da Copa em Cuiabá e Várzea Grande.
Algumas delas, já entregues pelo governo do Estado, apresentaram problemas de infiltrações, rachaduras e até mesmo de afundamento do solo e desabamentos. O Elevado do Sefaz precisou ter o piso refeito por causa da péssima qualidade da massa asfáltica.
Na semana passada, por ordem do prefeito Mauro Mendes, o Consórcio VLT começou a fazer a retirada dos tapumes da Avenida do CPA. Na verdade, os tapumes foram colocados mais próximos da vala onde foi aberta para a construção da passagem do Trem. A empresa deixou o asfalto com remendos e buracos. A imagem emporcalha e deixa a cidade feia.
Mas se o problema acontece nas ruas, dentro de casa a situação parece não ser diferente. Pelo menos é o que mostra um vídeo ao qual o RepórterMT teve acesso via aplicativo whatsApp, viral que mostra uma situação comum em algumas secretarias de Estado.
A diferença é que, neste caso, o local mostrado pelas imagens é no Palácio Paiaguás, sede do Governo, e de onde Silval Barbosa (PMDB) comanda Mato Grosso.
O vídeo mostra problemas no forro que, com uma abertura, proporciona cascata em dias de chuva. Servidores foram obrigados a colocar vários baldes para evitar que o local ficasse inundado. A secretaria fica ao lado do gabinete do governador.
Não é à toa que, o governo acredita que quando ele entrega para a população uma obra da Copa, diz que tem qualidade padrão ‘Fifa’. A referência vem de casa.
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MAIS PROBLEMAS
Em fevereiro, um levantamento feito pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea) apontou falhas graves na estrutura do prédio da Procuradoria Geral do Estado.
Segundo o levantamento, parte da laje da PGE está comprometida com muitas fissuras. O relatório final deve ser encaminhado à Justiça.
O problema no prédio da PGE não é de hoje. Em outubro do ano passado, RepórterMT divulgou a situação do local. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ficou mais de uma semana sem energia, por conta de uma pane na rede elétrica.
De modo que as atividades foram suspensas e funcionários precisaram recorrer a ‘lan houses’ para trabalharem. Somente alguns dias depois que a situação foi regularizada.
Segundo Associação dos Procuradores de Mato Grosso (Apromat), Gláucia Amaral, a PGE sofre com o sucateamento advindo com o tempo e com a falta de investimentos.
Gláucia denuncia também a falta de recursos para custeio e manutenção da PGE. Segundo ela, de janeiro a setembro de 2013 nenhum recurso foi repassado pelo Governo do Estado.
De acordo com o engenheiro Archimedes Pereira Lima, foram encontradas diversas irregularidades na estrutura.
Os servidores também precisam lidar com a umidade, presente em vários lugares do prédio. Durante a inspeção foi relatado que alguns funcionários desenvolveram problemas de saúde, por conta disso.
Segundo Archimedes, outro fato que gerou preocupação do Crea foi a instalação elétrica. A fiação entra em contato com água em diversas partes da estrutura.
A visita do Crea foi acompanhada de perto pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já que mais de 70 procuradores trabalham no local.
FALTA DE ESTRUTURA ATINGE DETRAN/MT
Em outubro do ano passado, os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) entraram em greve . A paralisação atingiu todas as unidades da autarquia, na Capital e no interior.
O motivo da paralisação, segundo o sindicato, foi por causa do descaso do governo com o órgão. “Estamos desde agosto aguardando um cronograma do governo para o repasse de recursos emergenciais para garantir pelo menos que o sistema funcione a contento e que possam ser adquiridos material de expediente e até agora nada”, comentou Veneranda Acosta, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-MT (Sinetran-MT), à época.
“Não estamos reivindicando reajuste salarial, queremos apenas uma entidade mais técnica, organizada e moderna, para prestarmos um serviço eficiente junto à sociedade que paga altas taxas para ter isso", afirmou Veneranda.










Silvio Alvarenga 17/03/2014
Se fosse só no Palácio Paiaguás. Façam uma visita em todas as secretarias e órgãos do governo que verão o caos que se encontram as estruturas físicas. E olha que tem reforma de telhados todos os meses para pagamento. As chuvas que afetam Cuiabá deve ser de pregos para provocar tantos furos assim.
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